09 de julho de 2026
Geral

Morre segunda vítima de briga no P. Jaraguá

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Paulo Roberto Correia Damasceno, 39 anos, um dos feridos durante a briga ocorrida anteontem no bar Chic no Urtimo, que fica no Parque Jaraguá, morreu na madrugada de ontem. Damasceno é a segunda vítima fatal da briga. O serralheiro Clóvis Antônio da Silva, 29 anos, atingido por dois tiros, morreu no local, antes de ser socorrido, e foi enterrado ontem.

Damasceno, atingido por um tiro na cabeça, foi internado na UTI do Hospital de Base. Os médicos já haviam detectado a morte cerebral de Damasceno anteontem à tarde. O segurança Celso Lisboa de Oliveira, 31 anos, que também foi atingido por um tiro no ombro esquerdo durante a briga, continua internado no Hospital de Base, em estado regular.

O mototaxista Alex Sander Oliveira dos Santos, 21 anos, que confessou à polícia ter efetuado disparos no bar e que também foi atingido por um tiro, passou por cirurgia, mas continua internado no Hospital de Base. Ele já foi autuado por homicídio e tentativa de homicídio e permanece no hospital com escolta policial. Assim que obtiver alta médica, ele será encaminhado à Cadeia Pública de Bauru, ficando à disposição da Justiça.

O delegado Dinair José da Silva, do 1.º Distrito Policial, que preside o inquérito que apura os crimes e as circunstâncias dos fatos ocorridos no bar, identificou seis freqüentadores do estabelecimento através da fita gravada pelo circuito interno de vídeo. Os freqüentadores, segundo o delegado, serão intimados a prestar depoimento nos próximos dias.

Como há divergências sobre as circunstâncias dos disparos, Silva não descarta fazer uma acareação entre as testemunhas e Alex Sander e até realizar a reconstituição dos fatos. Na versão de Alex Sander, que já prestou depoimento à polícia, ele estava no bar junto com um amigo, que foi provocado e até chegou a ser agredido fisicamente por freqüentadores do estabelecimento.

Alex Sander disse que entrou na briga para defender seu amigo, quando acabou tomando uma arma de um dos rapazes envolvidos na briga e efetuou disparos. Já na versão das testemunhas até agora ouvidas pelo delegado, Alex Sander e seu amigo saíram do bar após o desentendimento. Logo em seguida, segundo as testemunhas, Alex Sander retornou ao local sozinho e começou a atirar assim que chegou.

Foram atingidos pelos tiros o serralheiro Clóvis Antonio da Silva, que morreu na hora, Paulo Roberto Correia Damasceno, que morreu na madrugada de ontem, e Celso Lisboa de Oliveira, que está internado em estado regular. Alex Sander, ao sair do local, também foi atingido por um tiro na perna. Ele não soube dizer à polícia quem efetuou o disparo.

O corpo de Damasceno foi levado ao IML ontem para a extração da bala. Conforme explicou o delegado Dinar José da Silva, a extração das balas alojadas nos corpos das vítimas é importante para verificar se saíram da mesma arma. Até agora, a polícia não apreendeu nenhuma arma. Alex Sander disse que perdeu o revólver na tentativa de fuga.

O inquérito sobre o caso deve ser concluído em dez dias. Apesar de Alex Sander ter confessado efetuar disparos, ainda faltam esclarecer se ele saiu e retornou ao local ou não, e como e por quem foi ferido. O rapaz está sendo indiciado por dois homicídios e uma tentativa de homicídio e poderá ser submetido a júri popular. Se condenado, poderá pegar de 12 a 30 anos de prisão.