Passados esses seis meses de trabalhos à frente do Executivo veracruzense, o amigo Devito novamente mostra o seu tino de grande administrador que é. A cidade tem outro aspecto, outra beleza que a gestão anterior soube tão desastrosamente empanar. Oxalá saibam os eleitores avaliar essa diferença na futura hora de escolher o novo prefeito, se bem que parece um tanto prematuro tratar disso agora. A boa administração tem, necessariamente, duas vias importantes e fáceis de se verificar: o Legislativo e o Executivo, que devem e precisam trabalhar harmonicamente para que o prefeito consiga o seu intento de dar a Vera Cruz novamente o galardão de Cidade Jóia. Bem, chegamos agora ao ponto pelo qual estamos escrevendo esta pequena matéria de hoje; o já cantado em verso e prosa em todos os cantos da cidade, o assunto chamado de salário de vereador. Os que estão fora da Câmara, logicamente e por razões óbvias, alardeiam que o ganho que aí está é de bom tamanho para as funções da edilidade, mas nós, aqui no nosso cantinho de observador, sabemos que o salário mínimo mensal percebido pelas funções de vereador chega ser uma afronta, e eu me atrevo até a dizer uma gozação.
Que estímulo tem uma autoridade municipal a trabalhar por um subsalário feito como esse - nem a doméstica aceitaria trabalhar por essa ninharia, parece preço de coisa usada de brechó. Que me desculpem os idealizadores de tal idéia, mas não é se reduzindo o salário do vereador que vamos ter maior produção, muitíssimo pelo contrário: é pagando bem a eles que teremos mais direitos de exigir um bom trabalho. O que se pode esperar de alguém que recebe um salário feito esse? Sabe de uma coisa, até estimula o vereador a faltar às sessões, pois uma micharia dessa, se descontada, não afeta ninguém, bem ao contrário seria se o desconto pesasse realmente no bolso.
É urgente e necessário que se estude rapidamente a regularização de um vencimento condizente com a função de nobre edil e não de pobre vereador, pois assim o prefeito tem mais condições de contar com seu pessoal na Câmara sem precisar segurar os correligionários usando de comissionamentos, empregos e outros favoritos mais. O salário pago na gestão anterior era até de bom tamanho para a época, hoje deve ser revisto e atualizado, como tudo neste País. Agora, para finalizar, vejamos: ao invés de termos uma comissão para dar notas aos vereadores e baixar-lhes o ganho, vamos criar uma entidade de apoio e assessoria aos amigos, que estão ocupando uma honrada cadeira na Câmara por vontade da maioria. Dessa forma sim poderemos exigir um bom trabalho e sentirmos que devem e precisam ganhar um salário à altura. (Vilfrido Sasso - RG: 3.154.235)