08 de julho de 2026
Geral

Diesel ao consumidor terá o preço liberado

(*) Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

A partir da zero hora do dia 30 de julho o preço do óleo diesel, que por enquanto é tabelado pelo Governo Federal, será liberado. A informação é do empresário Francisco Simões Barbosa, proprietário da rede Flag. Na avaliação dele, os consumidores perceberão o reflexo disso cerca de 15 dias após a liberação, o que significa que o mercado passará a ditar as normas para estabelecer o preço do produto. A medida foi definida pelos ministérios da Fazenda e de Minas e Energia.

No momento, o preço do litro do diesel à venda nas bombas dos postos de combustíveis, em Bauru, é de R$ 0,82. Após a extinção da tabela, Barbosa prevê que os primeiros aumentos - aproximadamente em meados de agosto - serão em torno de R$ 0,02 a R$ 0,03 por litro. Segundo o empresário, isso já era previsto pelo governo há cerca de três meses e seria uma das últimas etapas para preparar o mercado para a desregulamentação do setor, que ocorrerá em janeiro de 2002, prevista na Lei do Petróleo. Até o início do próximo ano, o preço do diesel nas refinarias ainda será controlado pelo governo. Barbosa lembra que os preços da gasolina, do álcool e do gás de cozinha já são liberados.

Durante o anúncio sobre a medida definida pelos ministérios, o secretário-adjunto da Secretaria de Acompanhamento Econômico, Marcelo Saintive, explicou que o diesel era o único derivado de petróleo que ainda tinha o preço final controlado e que esse era o momento mais adequado para a liberação do valor. Isso porque a cotação do produto no mercado internacional estaria menos volátil do que há alguns meses.

Na avaliação de Barbosa, a liberação não irá gerar aumentos abusivos no preço do litro do diesel comercializado ao consumidor final porque isso causaria grandes impactos na inflação. Porém, com o mercado ditando as regras, os proprietários de postos de combustíveis poderão recuperar a margem de lucro com a venda desse produto, que segundo o empresário, está muito baixa.

Atualmente, a concorrência no setor é muito grande, o que não permitirá grandes aumentos. Vai haver uma recuperação da margem de lucro, que está muito baixa. Mas não serão aplicados aumentos exorbitantes, muito menos, a ponto de mexer com os níveis de inflação, porque o diesel é responsável por grande parte dos transportes de alimentos, entre outras coisas e tem impacto direto na inflação. Acredito que o bom senso entre os empresários do setor irá prevalecer e que os aumentos serão gradativos e sempre dentro de um limite aceitável, analisa. Segundo Barbosa, a cada aumento do preço do óleo diesel, pelo menos durante os últimos 12 meses, revendedores e distribuidores perderam de 1% a 2% na margem de lucro.

De acordo com a nota divulgada pelo governo, as empresas que fizerem quaisquer combinações para estabelecer os novos preços do óleo diesel poderão ser processadas pelos órgãos de defesa da concorrência. A multa por formação de cartel varia entre 1% e 30% do faturamento de cada empresa.

(*)Colaborou Agência Estado