Quando alguém perguntar a um doador de sangue num hospital o que está fazendo ali, e a resposta for estou ajudando a salvar uma vida, terá respondido corretamente, no meu ponto de vista. Conta-se que um repórter, ao buscar em uma obra material para uma reportagem de seu jornal, perguntou a um armador o que fazia ali, e esse respondeu que estava ganhando seu dia. Fez a mesma pergunta a um pedreiro, e a resposta foi estou ganhando o leitinho das crianças. Resolveu perguntar também a um humilde servente, que respondeu muito orgulhoso: estou ajudando a construir aqui uma grande catedral. Correta também a resposta.
Alguns dias antes da cirurgia do fêmur de minha esposa, o dr. Marcelo Harikawa conferiu os laudos dos exames solicitados e recomendou não esquecêssemos também de providenciar os doadores de sangue. Comentando o assunto com nossos sobrinhos Noel e Júlio Augusto, eles nos asseguraram que encontrariam os doadores. Na véspera da cirurgia, nada menos que oito doadores - 4 de Avaí e 4 de Bauru - compareceram ao Hospital de Base para fazerem a doação. Queremos deixar através desta Tribuna nossa eterna gratidão aos abnegados doadores. (Argemiro M. de Campos - RG: 6.732.670)