09 de julho de 2026
Geral

Cohab aguarda MP para se manifestar

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Presidente da empresa diz que atual Administração não tem culpa da situação em que se encontra a companhia.

O presidente da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab), Constante Mogione, informou, ontem, que espera, com tranqüilidade, a manifestação do Ministério Público (MP) do Estado sobre a representação que será impetrada pelo vereador João Parreira (PSDB).

Parreira anunciou, na semana passada, que vai pedir ao MP que exija do prefeito Nilson Costa (PPS) a redução do atual quadro de funcionários da companhia, hoje formado por cerca de 150 profissionais. A folha de pagamento da empresa é de R$ 357 mil por mês.

O tucano quer que a Administração prepare, aos poucos, a desativação da Cohab. Para ele, a companhia perdeu sua principal finalidade: construir casas.

Mogione explicou que todos os questionamentos encaminhados por Parreira estão sendo respondidos. O presidente da empresa, no entanto, prefere, primeiro, receber a representação do Ministério Público do Estado para depois se manifestar sobre o assunto.

Ele afirma que a Administração do prefeito Nilson Costa (PPS) não tem culpa da atual situação da Cohab. O quadro atual da empresa não é produto de decisões que foram tomadas neste governo, diz. Na sua avaliação, três fatores contribuíram para enquadrar a empresa numa situação de dificuldades.

A atual política econômica do Governo Federal ajudou muito. O fato de a Caixa Econômica Federal (CEF) assumir toda a responsabilidade como agente financeiro também colaborou. Esse quadro existe desde 1990 e ninguém que passou pela Administração, desde aquela época, se preocupou em mostrá-lo e nem tentou resolver a situação.

Mogione lembra que em 1990 a Cohab administrava uma carteira de 60 mil contratos. Até o final do ano passado, esse número havia sido de 13 mil, ou seja, girava em torno de 47 mil mutuários. Com a anistia dada pelo governo aos contratos de 21 mil mutuários, a companhia passará a gerenciar, em breve, 26 mil contratos.

Já o prefeito Nilson Costa estranhou a manifestação do parlamentar tucano. Acho estranho o vereador só fazer estardalhaço agora. Por que na época em que a Cohab tinha uma folha de pagamento de R$ 1 milhão ele (Parreira) não se manifestou?, cobrou.

O prefeito informou que o gasto atual com salários dos funcionários da empresa significa um terço do que era na gestão de Izzo Filho.