O laudo médico indicou que a menina machucou-se com um pedaço de madeira. Família suspeitava de estupro.
O suposto de estupro a uma menina de quatro anos, E.F.S., na tarde de segunda-feira, foi descartado, na madrugada de ontem, após divulgação do laudo médico que indicou que as lesões no órgão genital da garota haviam sido provocadas pela introdução de um objeto de madeira. A família suspeitava de que um vizinho teria sido o responsável pelo suposto estupro. Ele foi conduzido pela Polícia Militar (PM) até a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e permaneceu no Plantão Policial aguardando o resultado do laudo médico.
A mãe de E.F.S., Cristiane da Silva, declarou que, ao voltar de uma consulta odontológica, no início da tarde de segunda-feira, encontrou sua filha em casa, que fica na avenida Pedro de Toledo, ensangüentada. O colchão e suas roupas estavam manchadas de sangue e ela estava gritando de dor.
E.F.S. foi conduzida ao Pronto-Socorro Municipal Central, onde uma médica suspeitou de que as causas das lesões nos órgãos genitais da menina pudessem ter sido um estupro.
A vítima, segundo sua mãe, apresentou duas versões dos fatos. Uma delas é que teria se machucado com um pedaço de madeira, nas proximidades do trilho de trem, quando abaixou-se para urinar.
A segunda delas é de que um vizinho, apontado por ela, teria tirado sua roupa e abusado sexualmente de E.F.S..
A menina e sua mãe apresentaram queixa na DDM. O suspeito de ter sido responsável pelo suposto estupro foi conduzido à delegacia, onde as apurações do fato tiveram início.
Foi solicitado um exame ao Instituto Médico Legal (IML), com o objetivo de avaliar se houve estupro ou apenas uma lesão. Devido à intensa hemorragia que E.F.S. apresentava, ela foi conduzida à Maternidade Santa Isabel para exame ginecológico e, posteriormente, ao Hospital de Base, onde foi submetida a uma intervenção cirúrgica devido à profundidade das lesões em seus órgãos genitais, por volta da meia-noite de segunda-feira.
O suspeito do suposto estupro foi mantido no plantão policial até a liberação do laudo médico, aproximadamente à 1 hora de ontem, quando confirmou-se que as lesões de E.F.S. teriam sido provocadas por um objeto de madeira. Portanto, a possibilidade de estupro foi descartada e o suposto autor foi liberado, de acordo com o delegado Dinair da Silva, que conduziu o caso. Constatou-se que a lesão foi profunda e oriunda da introdução de um objeto. Descartamos, então, o estupro como a causa. Se fosse um estupro, seriam lesões de outra natureza. Mas a situação exigia maiores cuidados. Nos acautelamos até que ficasse tudo esclarecido, afirmou.
Foi elaborado um Boletim de Ocorrência (BO), no Plantão Policial, ao qual foi anexada uma cópia do relatório médico.
E.F.S. e sua família deverão ser conduzidas a entidades especializadas para realização de tratamento psicológico.