Os 74 quilos da droga foram jogados de um monomotor e recolhidos por uma Pampa. Um rapaz foi detido.
São Pedro do Turvo - Mais uma grande apreensão de droga foi feita ontem, na região. Desta vez foram recolhidos pouco mais de 74 quilos de cocaína, na zona rural de São Pedro do Turvo, cidade próxima a Ourinhos. Um rapaz foi detido sob acusação de tráfico de entorpecente e um outro, já identificado, está sendo procurado pela polícia.
A operação que culminou com a apreensão da droga teve a participação das Polícias Federal, Civil e Militar e ainda do Corpo de Bombeiros. Além da cocaína, foram apreendidos uma Pampa, armas, e um aparelho GPS, uma espécie de rastreador.
De acordo com o delegado seccional de Ourinhos, Luís Fernando Quinteiro, a apreensão aconteceu num canavial, no município de São Pedro do Turvo, por volta das 10h30. A área fica entre São Pedro e a BR-153. Antes, porém, a cocaína havia sido despejada por um monomotor branco, cujo prefixo não foi identificado e que muito provavelmente tenha vindo do Paraguai.
A aeronave, que não chegou a pousar, teria jogado a droga por volta das 10 horas de ontem e na seqüência o pacote foi recolhido por dois ocupantes de uma Ford Pampa, com placas de Ourinhos. Agentes federais que já estavam investigando indícios de tráfico naquela região pediram reforço policial e iniciaram, então, as buscas.
Percebendo a presença da polícia, a Pampa e a droga foram abandonadas pelos dois homens que fugiram a pé. Um deles, o corretor de cereais Marcos Antonio Vicente da Silva, 34 anos, foi detido. O outro suspeito, que a polícia preferiu não divulgar o nome, conseguiu escapar. Os dois, segundo o delegado Quinteiro, são moradores de Ribeirão do Sul, também naquela região. Após a apreensão, droga e acusado foram encaminhados para a sede da Polícia Federal de Marília, onde foi elaborado o flagrante.
O delegado titular da PF de Marília, Gilberto da Silva Pacheco, declarou que não poderia afirmar a procedência e destino da droga sem antes ouvir o acusado, o que aconteceria ainda ontem à noite.
Segundo o delegado, a prática dos narcotraficantes é estrategicamente explicada.
Eles procuram o melhor local, sem muita fiscalização, próximo a rodovias e onde o avião pode sobrevoar com baixa velocidade e rasante para não precisar parar, chamar a atenção e correr o risco de ser apreendido também. Na terra, outros esperam pela droga que será lançada e cuidam de seu destino.