Bauru tem, atualmente, dois de seus patrimônios tombados pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat). Os conjuntos de construções pertencem ao Instituto Lauro de Souza Lima (ILSL) e ao Parque Ferroviário de Bauru.
As edificações do ILSL fizeram parte do antigo Asilo-Colônia Aimorés, onde moravam portadores de hanseníase que recebiam tratamento do Estado. Nesse conjunto estão a igreja, a capela e o cassino, utilizados pelos internos e construídos durante a década de 30.
A capela e a quadra de esportes já foram restauradas e os demais prédios passam por restauração, conforme projeto elaborado por dois antigos residentes da colônia e um funcionário. O objetivo deles é transformar o local em um grande museu sobre a hanseníase aberto à visitação pública, uma vez que a colônia foi uma das maiores do Estado, chegando a abrigar 3.200 pessoas.
O conjunto de construções do ILSL pode ser visitado no final de semana, preferencialmente na parte da manhã, e tem como guia Nivaldo Mercúrio, ex-residente da colônia e atual presidente da Sociedade Beneficente ligada à instituição.
Em relação ao Parque Ferroviário de Bauru, o tombamento inclui a antiga Estrada de Ferro Noroeste (atual Museu Ferroviário), a Estação Central da Novoeste, as oficinas e a Vila dos Funcionários, totalizando 40 mil metros quadrados de área. Cada uma dessas edificações foi construída em uma época e com projetos arquitetônicos diferentes.
Considerada testemunho do começo da história da cidade, a Estrada de Ferro Noroeste, foi construída em 1905, dando início às atividades da Companhia Noroeste em Bauru. No mesmo ano, foram concluídas as obras da Vila dos Funcionários.
A imponente Estação Central, sede da Noroeste, teve as obras iniciadas em 1935 e concluídas em 1939, quando foi inaugurada. O edifício traz como inovações as linhas arquitetônicas em estilo art-décour e o uso de concreto.