Se você nunca foi a Maceió não sabe o que está perdendo. A cidade é tão interessante que acaba de receber de um júri internacional, juntamente com Cuenca, no Equador, o título de Capital Americana de Cultura. Outro motivo para incluí-la em sua viagem de férias, na lua-de-mel, no descanso do feriadão prolongado.
Situada no Nordeste brasileiro, a terra de Djavan, Tereza Collor, Zagalo, Marechal Deodoro da Fonseca, primeiro presidente brasileiro, entre tantos outros, se destaca por sua exuberante beleza natural e por seus monumentos históricos. Fica a uma altitude de 16 metros acima do nível do mar e tem uma população de 750 mil habitantes, número que triplica durante o período de férias. Durante o século XVII, os navios portugueses começaram a atracar no local que posteriormente seria Maceió, elevada a cidade em 1815 e designada capital de Alagoas em 1839.
Esse boom fez com que a cidade prosperasse e ganhasse exemplares arquitetônicos que a fizeram merecer o título disputado com mais 10 cidades do mundo todo. Maceió possui um conjunto arquitetônico notável, além de uma completa infra-estrutura turística. Destacam-se o Palácio Floriano Peixoto (1893); Palácio da Associação Comercial (1923), em estilo neoclássico; Palácio do Barão de Jaraguá, erigido durante o século XIX e que atualmente é sede da Biblioteca Central; Teatro Deodoro (1905); Edificação da Assembléia Legislativa (1850); Centro de Ciências Biológicas (1891) e o conjunto arquitetônico do bairro de Jaraguá. Quanto a sua arquitetura religiosa, destacam-se a sua Catedral Metropolitana (1821) e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (1836).
A capital teve origem num antigo engenho de açúcar, por volta do século XVII. Seu desenvolvimento veio através da chegada de navios que levavam madeira da Enseada de Jaraguá. Com o surgimento dos engenhos, Maceió passou a exportar açúcar, depois fumo, coco, couro e algumas especiarias. A prosperidade e a imponência dessa época ainda se faz presente na arquitetura do bairro de Jaraguá, com seu casario, porto e armazéns que levam a um mergulho na história brasileira.
Conjunto arquitetônico
Embora Maceió ser lembrada pelos turistas como o paraíso das águas, um olhar mais atento ao seu conjunto arquitetônico não pode ser esquecido, principalmente agora em que o mundo volta a ele suas atenções. Visite:
Palácio Floriano Peixoto
Carlos Jorge Calheiros de Lima assinou o projeto arquitetônico do palácio que teve sua construção iniciada em 1893 e inaugurado em 16 de setembro de 1902. O Palácio Floriano Peixoto é conhecido também como Palácio dos Martírios e nos últimos governos passou por inúmeras reformas, sem que o descaracterizassem do projeto inicial.
Assembléia Legislativa
Sede da Assembléia Legislativa Estadual, o palacete teve a sua primeira pedra fundamental lançada em 14 de março de 1850, em comemoração ao aniversário da imperatriz do Brasil, D. Tereza Cristina. O prédio passou por restauração em 1974.
Sobrado do Barão do Jaraguá
Serviu de residência para o Barão do Jaraguá e, em 1859 de Paço Imperial por ocasião da visita a Maceió do imperador D. Pedro II e de dona Teresa Cristina. O sobrado com três pisos é semelhante as construções portuguesas do mesmo gênero, foi restaurado e hoje sedia a Biblioteca Pública e o Arquivo Público Estadual.
Teatro Deodoro
A casa de espetáculos do teatro chama a atenção dos visitantes por ter um belo lustre de cristal e placas de metal em alto relevo pintadas no teto. A fachada do teatro também chama a atenção por apresentar frontões triangulares decorados de acordo com a época, além de estátuas de musas, cujo conjunto representa alegorias artísticas.
Bairro do Jaraguá
Fica próximo ao cais de Maceió e é um dos principais centros comerciais da cidade. Foi restaurado e hoje apresenta ruas com belos sobrados e prédios luxuosos. Conheça os prédios onde hoje funcionam a Delegacia da Receita Federal, a sede da Associação Comercial, o Museu da Imagem e do Som de Alagoas, localizados na Praça Lavenere Machado (antiga Dois Leões), construída no século XIX.
(*)Colaboração: Secretaria de Turismo de Alagoas