09 de julho de 2026
Geral

Professores entram na "faculdade"

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 2 min

Profissionais da rede pública que dão aula no ensino fundamental terão a complementação do ensino superior.

Começa na segunda-feira, a segunda fase do curso de formação universitária para professores da rede pública que dão aula no ensino fundamental e ainda não possuem uma faculdade no currículo.

Uma cerimônia realizada no Centro Específico de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério Lourdes de Araújo (Cefam), no sábado de manhã, marcou o início das atividades com a presença do dirigente regional de ensino, professor Jair Sanches Vieira, além dos professores-tutores e professores-alunos. O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), também prestigiou o evento e fez uma pequena declaração onde salientou a importância do curso: País sem educação não tem futuro, disse.

A proposta do curso universitário para professores da rede pública, que atinge todos os 7 mil professores de 1.ª a 4.ª série de São Paulo, foi desenvolvida pela Secretaria Estadual da Educação e pelo Governo do Estado para mudar a sala aula, segundo o dirigente regional de ensino. Quando conseguirmos mudar todos os nossos professores que atuam de 1.ª a 4.ª série, com certeza, vamos mudar o jeito de aprender, de ensinar e avaliar. A nossa grande proposta é que o aluno desse período seja alfabetizado de forma diferente, explica Vieira.

Para isso, a Secretaria realizou parcerias com as universidades estaduais em busca de material humano qualificado para dar aula. Os 240 educadores da rede pública de Bauru e região que já haviam participado da primeira fase do projeto, onde aprenderam noções de informática, agora vão ter aulas com professores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) dos campi de Bauru e de Botucatu. A partir de hoje, eles passam a ser alunos da universidade, afirma Vieira.

Fazer o curso garante aos professores da rede pública um diploma universitário da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e também uma classificação de nível 4 na Secretaria da Educação, o que significa um futuro aumento salarial.

No total, serão 20 meses de curso, nos quais estarão incluídas todas as disciplinas de formação de professores, como psicologia, sociologia, matemática, etc. Todas tratadas de forma interdisciplinar com o uso de modernas técnicas como teleconferências, entre outras.