07 de julho de 2026
Geral

PARA VOCÊ...

Arthur Monteiro de Carvalho Netto
| Tempo de leitura: 2 min

... Por quê?... Voltado a tantos porquês do nosso existencial (embora os tivesse como algo sem significado) - tanta indagação, porque há um quê de mistério, em razão da nossa própria existência! Por que a queda da inflação na nossa economia (?) trouxe a elevada situação inflacionária de violências e misérias sociais?

Por que ainda é debatida a autonomia feminina, se a mulher, na acepção da palavra, é um único ser humano absolutamente completo? Quem explicará o porquê de tantas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) para corrupções e corruptores nunca absolutamente esclarecidos e muito menos punidos?

Há algo mais parvo na vida que usar o peso das armas e ignorar o peso das almas? Até quando palestinos e israelenses viverão sem descobrir que os dois lados da Casa-Mater têm a mesma face? Um político preso às contingências seria um político? E as contingências são filosóficas e políticas?

Admite-se que uma nação rica e bela, com incomensurável potencial, conviva com milhares de crianças abandonadas e famintas, mergulhadas nos lixões das grandes megalópoles, e tenha algum orgulho no seu desempenho econômico?

Tudo o que sai de moda vira costume, e tudo que se fixa como costume pode retornar - sem mais o quê - a ser moda... Por quê?

Por que, inopinadamente, nos surpreendemos e passamos a não resistir à fulgurância de certo olhar? E o aroma de determinada pele? E a sua cor? Ou ainda, a calidez de certa voz?

O ensejo de certificar-se além da própria vontade, uma rosa transformar-se em amor... Por quê? E o amor-perfeito?

Notícias escabrosas e trágicas sempre reinam na mídia acima das boas, por quê? Vendem mais ou nos vendem mais? E quando nos damos conta que acima do brilho do olhar, do aroma da pele e da sua cor e a suavidade, a ternura de sua voz, todos somos filhos da dor? Da dor de lhe querer e não poder...

Quem saberá responder a todos os porquês do nosso existencial?

No interior dos porquês escondem-se as mágicas que nos acompanham quando os nossos canais estão saudavelmente receptivos, à espera de uma explicação para o fato de estarmos vivos. (Arthur Monteiro de Carvalho Netto)