09 de julho de 2026
Geral

Duke apresenta termelétrica hoje

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Projeto que será apresentado hoje prevê construção de uma usina em Pederneiras, gerando, de início, 500 megawatts.

O diretor de desenvolvimento de projetos da Duke Energy International Brasil, Glauco Palhoto, estará hoje em Bauru, para a apresentação oficial do projeto de construção da usina termelétrica de Pederneiras. O engenheiro Ricardo Simonsen, consultor de meio ambiente e que está orientando o plano de construção também deverá estar presente.

A Duke Energy é uma empresa americana que chegou ao Brasil em 1999, após a privatização da Cesp-Paranapanema. O investimento em Pederneiras deve girar em torno de 270 milhões de dólares. Inicialmente, o poder de geração de energia da usina deve girar em torno de 500 megawatts, que serão lançados na rede de energia elétrica onde irá somar com a produção de outras usinas espalhadas pelo País.

De acordo com estimativas da empresa, a construção da termoelétrica em Pederneiras deve movimentar pelo menos 400 funcionários para executar os serviços da usina na fase de pico. Depois, para mantê-la em funcionamento, serão aproximadamente 50 funcionários.

As obras, segundo informações recentes da empresa estão previstas para começar ainda este ano. Até agora, já foi feita a limpeza do terreno de um milhão de metros quadrados, adquirido de particulares, segundo informou a gerente geral de relações externas, Denise Macedo. Segundo ela, apenas 20% da área serão usados pela usina. A área restante seria reflorestada. As obras só não haviam começado até agora porque a empresa aguardava aprovação do licenciamento ambiental, que dá direito a uma licença prévia. Sem essa licença não é possível dar início às obras.

Recentemente, o presidente Fernando Henrique Cardoso disse que, embora defenda os cuidados com o meio ambiente, não se pode, nesse momento de falta de energia, deixar que formalidades atrapalhem a instalação de novas usinas termoelétricas. Seu pronunciamento foi em defesa de empresários que se queixaram dos obstáculos ambientais colocados para a concessão de licença para a construção das usinas.

Uma vez com a licença aprovada, as obra teriam início imediato. Todo o material, segundo a empresa, já estaria comprado, inclusive as três turbinas da usina: duas a gás de 175 megawatts e outra a vapor de 200 megawatts. A construção da usina termoelétrica deve levar de 18 a 24 meses para ficar pronta, segundo Denise.

Linha de transmissão

Afinal de contas, o que levou a americana Duke Energy a escolher a cidade de Pederneiras para instalar uma usina termoelétrica no Estado de São Paulo? Foi um estudo ambiental, revelou Denise. Segundo ela, a empresa queria investir em uma região que não estivesse muita próxima de áreas excessivamente industrializadas como Cubatão, Paulínia e Americana, nem próxima a áreas de preservação ambiental.

A área comprada pela empresa em Pederneiras, além de ficar próxima ao ribeirão dos Patos, de onde deverá tirar a água que irá refrescar as turbinas geradoras de energia, fica embaixo de uma linha de transmissão. Desta forma, a Duke Energy não precisará construir novas torres, nem gastar com fios para levar a energia produzida até a rede. Por fim, o gasoduto Brasil-Bolívia deve passar próximo à cidade, facilitando a captação de gás natural, essencial para o funcionamento da usina. Esses foram os critérios para a escolha de Pederneiras, segundo Denise.

Além de Pederneiras, a Duke Energy tem outros dois projetos paralelos. Um em Corumbá-MS e outro em Porto Soares, na Bolívia. Este último irá exportar energia para o Brasil. Ambas terão capacidade para gerar 88 megawatts. Por serem menores, é bem provável que entrem em operação antes da usina de Pederneiras.

AES deve construir usina em Bariri

Além da termelétrica de Pederneiras, uma outra usina deve ser construída em Bariri pela AES Tietê S/A, uma multinacional que tem a maioria de seu capital de origem norte-americana. A construção da usina estaria estimada em cerca de US$ 450 milhões. Essa termelétrica teria capacidade para gerar 759 megawatts/hora de produção de eletricidade, o que seria suficiente para manter 105 mil residências.

Essa empresa já adquiriu 10 hidrelétricas. Na região, ela controla as barragens de Barra Bonita e Bariri.