08 de julho de 2026
Geral

A MULHER DE TODOS OS MILÊNIOS

Joaquim Candido Vieira
| Tempo de leitura: 2 min

Ao longo da história, ela já foi vista como santa, deusa, heroína. O século XX permitiu, por si só, redefinir o seu papel. Nossa reverência inicial a todas as mulheres, indistintamente, é um pouco de Iracema, de José de Alencar, um monumento à vida, à beleza e ao amor. Assim, através da mulher, surgiram os primeiros sinais ainda débeis da chamada família. São Paulo apóstolo, em uma de suas cartas a Corintius disse: A mulher é a glória do homem. Não importam ouro, poder ou fama se não existir a mulher para coroar-lhe a existência. Do mais simples ao mais importante, ele necessita da mulher para cobrir-se de glória.

A mulher já foi deusa, santa, feiticeira, desejada, amada, vigiada disputada, glorificada, um pouco de tudo isso e muito mais. Os árabes dizem que Alá apanhou uma maçã do Mar Morto, uma rosa, um livro, uma serpente, uma pomba, um pouco de mel, um pouco de terra, misturou tudo e criou a mulher. A grande participação da mulher na vida, acredita-se, não é fruto de movimento feminino ou semelhante. O seu enorme impulso foi, certamente, o resultado do progresso da Ciência, que lhe conseguiu tempo e espaço para a vida profissional. Mas isso é apenas mais um papel que ela representa no palco da vida. Não importa o que esteja a fazer ou o que virá a fazer, ela será sempre a parte mais bela também da alma do Criador, pois como foi dito, a essência da mulher sempre continuará imutável em todos os milênios, ou seja, toda mulher carrega dentro de si o sentimento materno. Seja na menina que brinca com a boneca, ou na esposa que trata o marido como mãe cuidadosa, o importante é que a par desse sentimento também por ele, o universo é a obra de todos os milênios. Não importa em que atividade esteja, continua simples. A mulher é mais romântica que o homem, é mais leal, intuitiva, envolvente, sensível, resistente e mais ligada ao espiritual que o material.

Ela busca parceria de um homem que a valorize, que a reconheça, que seja seu amigo. Que não esteja tão longe, que chegue mais perto, que não tire a liberdade, que não a sufoque, que seja mais presente, que tenha paciência, que dialogue, que seja mais cavalheiro. Através dos séculos, podemos ver que os homens jamais caminham a sós. Em todas as civilizações tiveram suas cúmplices de sonhos e realização. (Joaquim Candido Vieira)