10 de julho de 2026
Geral

"Condição Feminina" é renovado

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

As novas conselheiras foram escolhidas em assembléia pública realizada ontem, no auditório da Prefeitura.

O Conselho da Condição Feminina foi renovado a partir de uma assembléia pública realizada na tarde de ontem, no auditório da Prefeitura Municipal. Compareceram 184 votantes, que elegeram a chapa única, atingindo as expectativas dos organizadores.

De acordo com Aidê das Dores de Souza, uma das conselheiras-fundadoras do órgão, que disputou novamente o cargo de conselheira, a maior parte das mulheres que compõem a chapa eleita foi conselheira-fundadora. A chapa é composta por 11 conselheiras titulares e 11 suplentes. A executiva deverá ser eleita pelas conselheiras eleitas.

As organizadoras da assembléia pública esperavam cerca de 200 pessoas na tarde de ontem. A votação esteve aberta a toda a população, inclusive homens, que não podem se candidatar a nenhum cargo do conselho. Estiveram presentes, entre os 184 votantes, cerca de 15 membros de comunidade indígena.

O Conselho, que é renovado a cada dois anos, foi criado por lei em 1993, e é subordinado ao Gabinete do prefeito em exercício. O Conselho é apartidário político, embora composto por mulheres filiadas a partidos políticos, assim como mulheres apartidárias. O que se discute é a política da mulher, expôs Aidê.

Ela acrescentou que um dos principais feitos do Conselho foi a criação do Centro Integrado de Atendimento à Mulher (Ciam). O Conselho era fiscalizador e nós criamos um órgão executivo para prestar atendimento à mulher porque percebemos, no Fórum de Debates, que a prioridade era a atenção à violência contra a mulher. Muita gente pensa que o Ciam e o Conselho são a mesma coisa, mas são órgãos independentes, ainda que caminhando paralelamente. Ambos são subordinados ao Gabinete, explicou.

O Conselho realiza reuniões mensais, sempre com o objetivo de determinar as atitudes do órgão em relação à política da mulher. Ele tem autonomia para encaminhar projetos de lei ao legislativo e para atuar em todos os segmentos que incluam a mulher, nos aspectos político, cultural, social e econômico.