10 de julho de 2026
Geral

Agência do INSS de Bauru entrará em greve na segunda

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

A partir da próxima segunda-feira, dia 13, cerca de 90% dos trabalhadores da agência da Previdência do Instituto Social do Seguro Social (INSS) de Bauru entrarão em greve. Ontem, após duas reuniões, foi tomada a decisão de adesão ao movimento grevista que os servidores federais em Saúde e Previdência estão realizando, por tempo indeterminado, desde o último dia 8, em todo o Estado de São Paulo. Até ontem, as agências do INSS de 61 cidades paulistas estavam paralisadas, incluindo Jaú, Botucatu, Marília e Ourinhos.

Em Bauru, Lins, Campinas, Itapetininga e São Roque, os trabalhadores suspenderão as atividades na segunda-feira, e no dia 15, será a vez da agência do INSS localizada em São Carlos, segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (Sinsprev). Na Capital paulista, 18 agências estão paralisadas.

No setor da Saúde, até ontem estavam com as atividades suspensas o Posto de Atendimento Médico (PAM) do hospital Heliópolis, o PAM de Várzea do Campo, o Hospital Brigadeiro e o Núcleo Estadual do Ministério da Saúde - 9 de Julho, todos na Capital.

Na próxima semana, o Sindicato dos Auditores Fiscais (Unafisco), de Bauru, fará uma assembléia para decidir a adesão, ou não, dos funcionários da Receita Federal à greve.

As principais reivindicações dos servidores federais são 75% de reposição salarial para toda a categoria, inclusive aposentados; contratação de funcionários através de concursos públicos, que não são realizados há 15 anos, segundo o Sinsprev; manutenção e extensão dos ganhos judiciais (Plano Bresser, Plano Collor e PCCs); plano de cargos e salários; contra a redução salarial e a taxação dos inativos.

De acordo com Antônio Carlos Cabette, do Comando de Greve que está coordenando o movimento junto aos trabalhadores do INSS-Bauru, apenas os setores essenciais da agência da Previdência Social local, como os de perícia médica e Recursos Humanos, permanecerão em atividades, além dos fiscais, auditores e procuradores.

Com exceção dos setores essenciais, todos os outros trabalhadores de Bauru decidiram aderir à greve, girando em torno de 85% a 90% do total. Provavelmente, os chefes de setor não participarão, porque a gerência informou que se isso acontecesse eles não receberiam a gratificação. Mas, mesmo os que não podem aderir, estão solidários ao movimento porque a situação atual dos trabalhadores é muito difícil, diz Cabette.

Para o próximo dia 15 está marcada uma assembléia estadual para avaliar o movimento grevista, em São Paulo. A partir das 12 horas, os trabalhadores farão uma manifestação unificada das categorias, na avenida Paulista.