09 de julho de 2026
Geral

Só 32 famílias comparecem ao Incra

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

O Incra havia convocado 140 famílias pré-cadastradas para a reforma agrária. Projeto é assentar 100 mil famílias.

Apenas 32 famílias cadastradas no Programa de Acesso Direto à Terra compareceram, durante o dia de ontem, às entrevistas realizadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O procedimento teve como objetivo verificar se as 140 famílias de Bauru e região cadastradas até o dia 16 de abril deste ano preenchem os requisitos necessários para o programa.

O pré-cadastro está sendo realizado pelos candidatos à reforma agrária, nos Correios, sem data prevista pra ser encerrado, mediante o preenchimento de uma ficha. O Ministério do Desenvolvimento, através do Incra, convocou os cadastrados até o dia 16 de abril para as entrevistas, com o objetivo de verificar se os candidatos inscritos preenchem os requisitos exigidos para participar do programa de reforma agrária do governo federal. Aqueles que não reúnem os requisitos serão eliminados do cadastro.

É exigido dos cadastrados experiência mínima de cinco anos em atividade agrícola; não possuir renda superior a três salários mínimos em atividade não-agrícola; não ser proprietário de imóvel rural; não ser funcionário público; não ser proprietário, cotista ou acionista de qualquer empresa; não ter antecedente criminal; não ser aposentado por invalidez; não ter deficiência física ou mental que o incapacite para o trabalho agrícola; e não ser ex-beneficiário de projeto agrícola.

O coordenador da seleção do Programa de Acesso Direto à Terra, José Luís da Silva, acredita que muitas pessoas não compareceram devido à distância do local em que as entrevistas foram realizadas - na quadra 6 da rua Bolívia, no Jardim Terra Branca, próximo à Sociedade Hípica de Bauru. A localização é muito afastada. O ônibus para o centro demora uma hora para passar aqui, afirmou.

Silva acrescentou que não houve nenhum tipo de contratempo no decorrer do dia, durante as entrevistas com as famílias que compareceram.

Aqueles que não compareceram à entrevista, ontem, não serão eliminados do cadastro, de acordo com Silva. Eles poderão realizá-la na próxima convocação, que será agendada para os próximos meses e será destinada aos cadastrados a partir de 17 de abril deste ano.

Entre as pessoas que compareceram, a característica comum que pôde ser observada é a esperança de, em breve, receber as terras. É o caso de Alzira Pereira da Silva, que tem quatro filhos desempregados e trabalha como doméstica. Se não for mais uma enganação do governo, eu acredito que consigo as terras. Meu sonho é plantar. É um sonho meu há muitos anos, disse.

Alzira afirma que atende a todos os requisitos necessários para o programa. Ela conta que foi criada no campo, trabalhando com plantação durante 30 anos de sua vida. Eu vim para Bauru porque meu pai morreu e nós ficamos sem chefe de família, observou.

O acesso aos assentamentos está previsto para uma próxima etapa. O projeto do governo federal tem como objetivo assentar 100 mil famílias, este ano, em todo o Brasil.