11 de julho de 2026
Geral

Um jacaré-de-papo-amarelo tem atraído a atenção de trabalhadores do Jardim Guadalajara. O animal vive há dois anos na área próxima a Marechal Rondon.

Redação
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De acordo com pessoas da região, o jacaré vem sobrevivendo há cerca de dois anos onde se acumula água de esgoto

Um jacaré-de-papo-amarelo solto num espaço urbano tem atraído a atenção de trabalhadores e moradores das proximidades do Jardim Guadalajara. O animal vive há cerca de dois anos em um local de acúmulo de água de esgoto localizado no final da avenida Manoel Duque, nas proximidades da linha de trem e da rodovia Marechal Rondon.

De acordo com Paulo César Bueno de Faria, funcionário da Ferroban, o animal fica parte do tempo deitado em uma pedra, tomando sol - momentos em que é alvo de olhares de pessoas que vivem ou transitam pelo local.

Ele acredita que o animal esteja vivendo em condições inadequadas, devido à água poluída pelo esgoto. Nós ligamos para alguns lugares para falar sobre isso porque queríamos colocá-lo em um lugar sadio. Temos dó dele, disse.

Outra preocupação de Faria é de que o animal esteja sendo ameaçado por pessoas da região. Algumas pessoas jogam pedra nele e até mesmo pensam em comê-lo. Há mais de um ano, os bombeiros tentaram tirá-lo daqui, mas ele era pequeno e conseguiu se esconder, afirmou.

Apesar das supostas ameaças ao jacaré, Faria afirma que não há registros de ataques do animal a pessoas que transitam pelo local.

A Polícia Rodoviária foi comunicada da existência do jacaré, nas proximidades do Jardim Guadalajara. De acordo com o sargento Camacho, os animais são capturados e levados ao Zoológico Municipal apenas quando correm riscos de vida, quando há riscos de que sejam capturados por estranhos ou quando causam danos às pessoas. Caso contrário, captura de animais silvestres é crime, enfatizou.

Ele acrescentou que não é comum o registro de denúncias de animais soltos em área urbana. No entanto, já houve denúncias sobre existência de capivaras e cobras de grande porte, no local.

De acordo com Luiz Pires, secretário municipal de Meio Ambiente, há bastantes jacarés na parte baixa do Rio Bauru, nas proximidades do Rio Tietê. Muitos pescadores encontram filhotes e levam-nos para o Zoológico Municipal. Temos muitos relatos da presença deles no Rio Bauru, fora e dentro da cidade, disse Pires.

O jacaré-do-papo-amarelo é uma espécie que está em extinção, de acordo com o secretário municipal. São animais que não vivem em grupos grandes e têm hábitos solitários. Normalmente, vemos um casal com alguns filhotes. Quando os filhotes ficam maiores, o macho o expulsa ou come o filhote. Há muitos casos de canibalismo entre essa espécie, expôs.

No ambiente em que está vivendo, Pires acredita que o animal esteja alimentando-se de roedores que encontra às margens do rio. Isso mostra a capacidade da natureza de se recuperar, mesmo com a destruição do homem. Com o rio em estado crítico de poluição, ainda temos a presença desses animais. Com o rio despoluído, certamente aumentará o número de animais que poderão ser observados em seu estado natural, observou.

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