Creio não haver nada mais perverso, mais desumano e contrário ao amai-vos uns aos outros, que jogar com a vida de outrem, apostando e esperando a sua morte, para benefício próprio. E a perversidade se requinta em monstruosa crueldade, quando é estatal e dirigida contra pacatos velhinhos, outrora trabalhadores e honestos cumpridores de seus deveres.
E é desse tipo de perversa monstruosidade que eu tenho ouvido dizer que o Estado de São Paulo está usando e pretendendo aplicar contra os velhinhos que esperamos o pagamento daquilo que o Estado nos deve desde mais de dez anos e que relutou o quanto pode para se eximir de pagar e, não conseguindo, agora pretende embrulhar, principalmente os mais velhos, esperando que morram, para que não tenha de pagar. E quantos já morreram tristes, frustrados, cheios de dívidas que contavam pagar com esse bendito gatilho. E ainda há também aquele atrasado de 1979, do qual fui informada que existem mais de 70 mil processos e só de vez em quando vem ordem de pagamento para uns quatro ou cinco felizardos. Esse também está à espera da morte dos seus credores. Deus tenha compaixão de nós, é perversidade demais. E se isso for mentira, for calúnia contra o Estado, desmintam esses caluniadores, pagando-nos antes que morramos todos nessa espera vã. (Isolina Bresolin Vianna - RG: 3.027.947)