08 de julho de 2026
Geral

Reaproveitamento inteligente é possível

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

A Igreja Universal do Reino de Deus e a Universidade Paulista apostaram em imóveis degradados e áreas ociosas para erguer suas sedes. Os locais onde estão hoje ganharam novo fôlego urbanístico

Ao mesmo tempo que apresenta uma lista de imóveis e estruturas subaproveitados ou abandonados, Bauru também tem - apesar de poucos - bons exemplos de reaproveitamento inteligente e bem-sucedido de áreas. Quem tem um feeling especial para descobrir bons pontos é a Igreja Universal do Reino de Deus, que já ajudou na revitalização parcial de áreas degradadas.

Um de seus templos, por exemplo, contribuiu bastante com a melhoria da freqüência na Praça Machado de Mello. A igreja ocupou o antigo prédio do atacado Dias Martins, dando uma reerguida no movimento da vizinhança. A praça, outrora centro glamouroso da cidade em virtude da estação da Rede Ferroviária e mais recentemente ponto de prostituição e tráfico, é hoje um ponto tranqüilo de circulação, muito em razão também da instalação da Base Comunitária Centro da PM.

Sucesso também de empreendimento foi o residencial misto de centro empresarial Vila Inglesa. De bom padrão e visual aconchegante, o residencial foi erguido na área que antigamente abrigava a Anderson Clayton, que em Bauru atuou na produção de margarinas e rações. A construção manteve a arborização original do terreno, conservando no nome a nacionalidade britânica da extinta empresa.

A Universidade Paulista (Unip) é outro exemplo de empreendimento revitalizador de área degradada em Bauru. O complexo foi construído numa gleba que antes abrigava uma granja, mas sua estrutura grandiosa e moderna em nada remete à atividade anterior. O estacionamento está hoje no local onde ficavam os poleiros das galinhas. Todos os exemplos citados são sinônimos de sucesso e mostra concreta de que apostar em projetos ousados é um bom negócio.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento garante que está atenta a esse filão, mas lamenta que a lei seja restrita em termos de incentivo. Nossa lei só permite a doação de áreas vazias, sem construção, destacou Roberto Rufino, titular da pasta. Como usuária, a Prefeitura também faz gestões. No momento, por exemplo, tenta negociar a ocupação de um dos galpões da extinta ferrovia Noroeste para implementar um projeto de incubadora de empresas.