08 de julho de 2026
Geral

Elvis (não) morreu

Redação
| Tempo de leitura: 4 min

Mostra Elvis Revive marca aniversário da morte do músico no Centro Cultural

Em comemoração ao 24.º aniversário da morte de Elvis Presley, a Secretaria Municipal de Cultura promove a partir de hoje, no Centro Cultural, a mostra Elvis Revive, com fotografias, objetos, vídeos e discos sobre o eterno Rei do Rock, considerado um dos maiores ídolos da música de todos os tempos. A mostra, que tem abertura às 20h30, segue até dia 26 de agosto, com entrada gratuita.

Segundo o organizador da exposição, Roberto Malini, o objetivo da mostra é homenagear o ídolo, que cada vez mais é desconhecido pelas novas gerações. Queremos reerguer a imagem de Elvis que pouquíssimos jovens conhecem hoje, afirma. Um gosto passa de geração para geração. A arte sempre deve sobreviver. Elvis sempre será Elvis, e jamais haverá um substituto, completa.

Todos os artigos que serão expostos no Centro Cultural fazem parte do acervo pessoal de Malini. Aos 33 anos, o organizador possui uma coleção de todo tipo de material sobre Elvis, que guarda há 24 anos. Coleciono desde sua morte. No início eram só discos. Agora guardo também outras coisas, explica.

A principal inspiração de Malini para organizar seu acervo foi um álbum duplo de Elvis que seu irmão mais velho guardava. Comecei a ouvir e gostar, conta. Elvis Presley faleceu em 16 de agosto de 1977, aos 42 anos e no auge da carreira.

Para Malini, falar de Elvis é fácil. É um fenômeno que veio, ficou, e permanece até hoje, define. Durante os treze dias da mostra, ficarão expostos todos os 50 álbuns do acervo do colecionador. Cerca de 15 painéis com posters e matérias de jornais também darão ritmo ao evento.

Vídeos

A exibição de seis vídeos completa a mostra Elvis Revive. Segundo o organizador da exposição, os filmes escolhidos expressam importantes fases da vida de Elvis Presley. Na abertura da mostra será exibido o vídeo Elvis em Hollywood, de 1993. O documentário, sem tradução para o português, narra a trajetória de parte da vida do músico.

Amanhã, é vez do clássico Love me Tender (Ame-me com Ternura), de 1956. O filme - considerado sucesso de bilheteria para o cinema da época - marca a primeira participação de Elvis no mundo cinematográfico. O vídeo Estrela de Fogo, de 1960, será exibido na quarta-feira. Na quinta, será passado o show Elvis Aloha from Hawaii, de 1973. O show beneficente, gravado em Honolulu, no Hawaii, foi transmitido pela televisão aberta da época para todo o mundo. A duração é de uma hora e 15 minutos.

A exibição do melodrama Coração Rebelde, de 1961, marca a noite do dia 17, sexta-feira. No filme, Elvis é um rebelde desvairado que se envolve com três lindas garotas. Juntas, as personagens tentam levar o astro de volta ao bom caminho. No fechamento da exibição dos vídeos, está programado o documentário Elvis on Tour, de 1973. O filme narra as cenas de bastidores, as viagens pelos Estados Unidos e as multidões histéricas que acompanhavam o músico. Entre o enredo, estão 29 canções.

Elvis Presley: história e vida

Elvis Aaron Presley, nascido no dia 8 de janeiro de 1935, em Tupelo (Estados Unidos), entrou pela primeira vez em um estúdio em 1953, aproveitando um serviço oferecido pelo selo independente Sun Records, em Memphis. Por quatro dólares, ele gravou um compacto para presentear sua mãe. No ano seguinte, fez alguns testes a convite do dono da gravadora, Sam Phillips, que percebeu estar diante de seu sonho, um rapaz branco com voz e feeling de um negro.

O sucesso de Thats all right, o primeiro compacto do músico, abriu sucesso para a gravação de um LP. Em 1956, Heartbreak Hotel chegou ao topo da parada americana, seguido por uma série interminável de hit singles, já pela gravadora RCA. O êxito se repete nas telas, onde Elvis iniciou uma bem sucedida carreira cinematográfica a partir do filme Love me Tender.

Com sua dança provocante e sensual, o primeiro astro do rock and roll se transformou no maior ídolo do planeta. Ele mesmo chegou a afirmar: Minha voz sozinha é uma voz comum. Se eu ficar parado enquanto canto, serei um homem morto. Seria melhor voltar a dirigir um caminhão.

O período áureo de Elvis chegou ao fim de 1958, quando foi convocado para o serviço militar. Na volta, deixou o palco por oito anos - período preenchido com filmes e trilhas. Na década de 70, na medida em que aumenta sua dependência das drogas, Elvis tornou-se cada vez mais recluso. Em 16 de agosto de 1977, foi encontrado morto no banheiro de sua mansão em Graceland.

Serviço

Mostra Elvis Revive, abertura hoje, 20h30, no Centro Cultural de Bauru. Grátis, até dia 26. Av. Nações Unidas, 8-9. Informações: 235-1092 / 235-1265.