09 de julho de 2026
Geral

Inverno quente não diminui doenças

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Tempo seco pode ter provocado o aumento da incidência de doenças alérgicas, mantendo o número de atendimentos no PAI.

Apesar do inverno deste ano estar sendo mais quente que o inverno do ano passado, o número de atendimentos registrados no Pronto-Atendimento Infantil (PAI) se manteve o mesmo, comparado ao mesmo período de 2000. A informação é do diretor do PAI, o médico Felinto dos Santos Neto.

Felinto acredita que a predominância do tempo seco tenha sido responsável por um aumento das doenças alérgicas, resultando na manutenção da quantidade de pessoas atendidas no PAI, em relação ao mesmo período do ano passado.

As doenças alérgicas mais comuns são bronquite e rinite. O ideal é um trabalho preventivo, mas com esse tempo fica difícil a prevenção. O principal é que as pessoas que costumam ter crise evitem contato com poeira, cachorros e gatos, sugeriu.

O número de atendimentos costuma aumentar nas semanas em que há oscilações de temperatura, quando o movimento no PAI se intensifica. O choque térmico e a oscilação de temperatura são causas de grande parte das doenças, porque debilitam o organismo, expôs.

Outra característica apontada por Felinto é que, às segundas-feiras, o movimento no Pronto-Atendimento costuma ser intenso. Nos finais de semana, as pessoas saem da rotina, vão a lugares diferentes, vão à piscina e estão mais expostas a choques térmicos. Uma pessoa que tem crises e faz um trabalho preventivo em casa pode ir à casa de alguém que não faz prevenção, por exemplo, observou.

O médico atenta para a administração de antigripais e compostos à base de vitamina C. Se ingeridos sem orientação, eles podem não fazer efeito nenhum. A vitamina, para fazer efeito, precisa ser tomada durante bastante tempo. O organismo precisa absorver durante um tempo prolongado. Tomar durante uma semana não adianta nada. Esses produtos só têm efeito se usados corretamente, enfatizou.

Temperatura

De acordo com o Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), as temperaturas mais baixas registradas durante o inverno deste ano foram 4 graus, no dia 21 de junho, e 5 graus, no dia 22 do mesmo mês. Vale lembrar que no ano passado, as temperaturas chegaram a atingir zero grau.