O vereador Renato Purini (PDT) criticou, ontem, a reprodução de rumores sobre o susposto envolvimento de um vereador na existência de escuta clandestina na sala da Presidência da Câmara Municipal de Bauru. O vereador argumentou que a divulgação sobre a autoria ou envolvimento no episódio sem a identificação do autor é uma especulação perigosa, que pode gerar conseqüências. No mínimo, a ação através de rumores gera a infeliz e indevida suspeição sobre todos os vereadores, já que não se tem notícia sobre quem seria o autor do ato criminoso.
Purini mencionou que a Delegacia Seccional tem um inquérito aberto e é importante para a comunidade e a tranquilidade do Legislativo que esse rumor seja tornado público. O que não dá para aceitar é que a sociedade fique imaginando que qualquer um dos 21 vereadores possa ser o suposto envolvido no episódio. Eu fico me perguntando como o cidadão deve receber a informação baseada em rumor, sem a identificação da autoria, comentou. Ele enfatiza que se existe rumor em torno de um nome, este nome precisa ser identificado.
O vereador lembrou também que uma Comissão de Sindicância está em andamento na Câmara, em caráter sigiloso, e que assim como a Delegacia Seccional, está se buscando evidências e eventuais provas sobre o fato. Isto tranqüiliza a sociedade, que terá em mãos informações seguras quando esta puder ser veiculada. Fico triste com a propagação de rumor ou boato sobre um fato tão grave, finalizou.
O vereador Paulo Eduardo Martins Neto (PFL) comunga da mesma opinião. Ele considerou que alguém está alimentando os rumores, prejudicando o trabalho de investigação e da própria imprensa no episódio. A escuta clandestina foi encontrada na sala da Presidência da Câmara em 22 de junho deste ano. O equipamento tinha um microfone importado, chip e antena de transmissão e estava atrás de um armário na sala da presidência. O laudo pericial do Instituto de Crimininalística informou que o equipamento é sofisticado e com grande alcance, podendo captar conversas num raio de cinco metros em uma sala e com capacidade de transmissão de até 200 metros com obstáculos físicos, como paredes, por exemplo.