09 de julho de 2026
Geral

DAE vai tratar esgoto da Vila Aimorés

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

O tratamento do esgoto reduzirá a poluição em 70%. O bairro será o primeiro de Bauru a tratar os resíduos.

A Vila Aimorés, pequeno bairro de Bauru localizado próximo ao Núcleo Octávio Rasi, na Zona Sudeste, será o primeiro da cidade a ter o esgoto tratado. O Departamento de Água e Esgoto (DAE) está implantando redes coletoras de esgoto no bairro e vai tratar os resíduos em tanque séptico e filtro anaeróbico de fluxo ascendente.

Esse processo de tratamento de esgoto, já em funcionamento no distrito de Tibiriçá, reduz a poluição do esgoto em 70%. Segundo a assessoria de imprensa do DAE, a rede coletora terá 2.500 metros de extensão e atenderá cerca de 50 casas. A população atual do bairro é de aproximadamente 250 pessoas, mas o projeto do DAE já prevê o aumento populacional do bairro, que tem 158 lotes.

Segundo a diretora de Divisão de Planejamento do DAE, a engenheira Nucimar Borro Paes, atualmente os moradores despejam seus esgotos em fossas porque não existe rede coletora de esgoto. De acordo com o projeto, o esgoto coletado no bairro, após passar por tratamento, já com 70% de limpo, será lançado no córrego do Arroz, afluente do rio Bauru.

Nucimar explicou que o tratamento de esgoto em tanque séptico e filtro anaeróbico de fluxo ascendente, como será implantado na Vila Aimorés, é indicado para pequeno volume de detritos. O processo seria inviável em grande escala, como para toda a cidade, pela necessidade de muitos tanques de tratamento.

Ela lembrou que o processo indicado para Bauru, para atender toda a cidade e despoluir 100% dos rios, é a construção de uma grande estação de tratamento. O investimento do DAE para coletar e tratar o esgoto da Vila Aimorés será de R$ 76 mil, verba do Programa de Ação Social e Saneamento (PASS) da Caixa Econômica Federal.

O presidente do DAE, Sérgio Silva Macedo, disse que o trabalho deverá ser concluído em dois meses. Com o término dessa obra, a população atendida com redes de esgoto, em bairros habitados, será de aproximadamente 99%, mas brevemente chegaremos a 100%, concluiu.

Bactérias ajudam a tratar o esgoto

O tratamento de esgoto em tanque séptico e filtro anaeróbico de fluxo ascendente é um processo relativamente simples, que reduz a poluição em 70%. Conforme explicou a engenheira Nucimar Borro Paes, do DAE, o esgoto coletado é canalizado para um tanque de concreto, por onde passará bem devagar.

Ao passar pelo tanque em baixa velocidade, os detritos sólidos que compõem o esgoto acumulam-se no fundo. As partículas sólidas leves, como as de gorduras de detergente, também presente no esgoto, flutuam e ficam retidas no tanque.

As partículas sólidas acumuladas no fundo do tanque e as partículas de gordura retidas na superfície, conforme explicou a engenheira, são decompostas pelas próprias bactérias presentes no esgoto, num processo anaeróbico natural. Já as partículas líquidas escoam pelo tanque, caindo num filtro de brita.

No filtro, pela ação de outras bactérias, parte dos resíduos que escapou da vala séptica será decomposta. Ao sair do filtro, o esgoto estará com uma redução de 70% da poluição e, então, será despejado no córrego do Arroz. Como o índice de despoluição não é total, quando a estação de tratamento de esgoto de Bauru estiver funcionando, os detritos da Vila Aimorés deixarão de ser tratados no próprio bairro.