Se nos oferecessem a imortalidade na Terra, quem aceitaria essa triste realidade? (J.J. Rousseau) Todos na vida recebem uma carta marcada com algum tipo de doença. Impossível saber com bastante antecedência qual. Minha carta é o Mal de Parkinson. Dois casos dessa doença nunca são idênticos. Um amigo meu dividiu doença em três categorias: primeira, aquelas da juventude, como por exemplo leucemia, acidentes ou apendicite. Segunda, doença de meia idade, que são inúmeras, mortais, ou ao contrário - conviver com elas, com aceitação. O mal de Parkinson está na categoria da meia-idade. Terceira, as enfermidades potencialmente fatais da idade avançada. (Até hoje nunca ninguém deixou de morrer). A vida vem como um presente. A morte dá o sentido. Saúde é dádiva divina. Todos os dias estamos sendo testados. A doença aumenta o valor da vida. Nascer, viver e morrer. A carta marcada pode ser boazinha até, porém, as piores também estão no jogo da vida. Pode-se virar o jogo a nosso favor de várias maneiras. Cuidados na Medicina avançada de hoje: fé instável e certeza que somos todos filhos de um único Deus; não podemos ficar presos aquilo que perdemos, mas contar com tudo aquilo que ainda possuímos. Trechos do livro Com Parkinson e de bem com a vida, de Marylandes Grassmann, fundadora e presidente da Associação Brasil Parkinson, pioneira na América Latina. Um livro que desvenda os mistérios desse mal com o qual, com coragem, amor e fé podemos conviver. (Danton Gamba), Sheilla de Mello e seu grupo de voluntárias fundou em nossa cidade o Núcleo Bauru Parkinson. Informações: (14) 223-2680.