09 de julho de 2026
Geral

Pai de paciente reclama de demora de atendimento no Hospital de Base

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 2 min

A permanência por sete horas e vinte minutos, na última terça-feira, no setor de ortopedia do Hospital de Base (HB), para que a filha recebesse atendimento médico motivou o autônomo João Moreira da Silva, 33 anos, a registrar boletim de ocorrência contra o médico plantonista.

Segundo Silva, ele e sua filha, a estudante Tariz Borges da Silva, 6 anos, tiveram que aguardar mais de seis horas, por duas vezes, para serem atendidos no setor de ortopedia da HB.

Registrei o boletim de ocorrência porque considerei o fato inaceitável. Foi um desrespeito. Ficamos sem comer por todo esse tempo e, ainda, outros pacientes passaram na nossa frente, relata Silva.

Tariz foi encaminhada ao setor de ortopedia no hospital após ser atendida há 15 dias no Pronto-Socorro Infantil, onde o médico constatou que a criança havia sofrido fratura em um dos dedos do pé.

Tanto na primeira consulta quanto no retorno, Silva garante que ele e sua filha aguardaram mais de seis horas para serem recebidos pelo médico. Parte da demora se deveu ao fato do médico ter chegado ao consultório com mais de duas horas de atraso, reclama.

De acordo com o diretor clínico do HB, o médico Samuel Fortunato, os pacientes demoram para ser consultados no setor de ortopedia em razão da demanda reprimida, do número reduzido de médicos e devido à sistemática de atendimento.

O ortopedista de plantão atende, além das consultas do setor, os retornos e as urgências que dão entrada no Pronto-Socorro Central, que muitas vezes resultam em cirurgias, o que gera grande demanda. De momento, não há como solucionar isso, porque realizar atendimento rápido pioraria a situação e não podemos deixar de receber as urgências, afirma Fortunato.

A única forma de resolver esse impasse, diz o diretor clínico, seria contratar mais médicos. Mas não há quem queira atender SUS em razão do preço pago por consulta, hoje estipulado em R$ 2,50, argumenta.

Em razão da complexidade do problema, Fortunato solicita aos pacientes que tentem compreender a situação. Mas, infelizmente, nem todos compreendem e insistem em querer receber atendimento de imediato, conclui.