08 de julho de 2026
Geral

Greve no INSS aumenta em Bauru

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

A maioria dos trabalhadores da unidade da rua Rio Branco aderiu à paralisação. No prédio da Azarias, 40% estão parados.

Os servidores públicos federais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de Bauru estão entrando, hoje, no sexto dia de greve. Aderiram à paralisação cerca de 80% dos servidores que trabalham no prédio da Rio Branco, além de 40% dos funcionários da rua Azarias Leite. O movimento, que já ganhou adesão em grande parte do Estado de São Paulo, reivindica reposição salarial, contratação de mais funcionários e plano de carreira. A greve começou no dia 8 de agosto, em diversos Estados do País, e no dia 13 deste mês, em Bauru.

De acordo com o grevista Isaías Francisco da Silva, agente administrativo do INSS, os servidores estão pleiteando 75,48% de reposição salarial, referentes às perdas salariais de 1995 a 2000. Estamos reivindicando uma ação que o governo já deveria ter cumprido há alguns anos, que é a reposição salarial dos funcionários, que eles não têm cumprido. Outra reivindicação é a contratação de funcionários. Estamos reivindicando também o plano de carreira, que já está em falta desde 1987 e, agora, o governo quer substituir isso por uma gratificação temporária, a qual nós não aceitamos, expôs.

Silva afirma que os funcionários têm preocupação com a qualidade de atendimento ao assegurado. O prédio do INSS localizado na rua Rio Branco atende, em média, de 350 a 400 clientes por dia. Dos 75 funcionários, cerca de 40 atendem diretamente ao público, divididos em diversos setores. Muitas vezes, a sala de triagem tem cerca de 200 pessoas aguardando pelo atendimento, com apenas um ou dois funcionários para realizar o serviço. A pessoa chega aqui de manhã e vai embora à tarde, porque não temos funcionários para atender. Nosso atendimento é precário e nós ficamos mal com a população, porque as pessoas acham que nós não atendemos bem. Mas é a falta de funcionários que provoca tudo isso. Não queremos aumento de salário simplesmente. Queremos uma condição digna para trabalhar e queremos fazer jus àquilo que nós precisamos para trabalhar por causa das responsabilidades e compromissos com o segurado, enfatizou.

Quanto às negociações, ainda não houve um posicionamento por parte do Governo Federal. A única perspectiva que nós temos é que o governo tem um prazo para mandar esse orçamento. Baseados nesse prazo, nós achamos que, até o final do mês, poderá abrir negociação. No momento, o governo está silencioso, não falou nada, e nós estamos aguardando, disse.

Atendimento à população

Isaías Francisco da Silva ressalta que o atendimento prioritário ao segurado está sendo realizado, como a perícia médica, reabilitação profissional e desbloqueamentos de pagamentos. Outros serviços estão sendo disponibilizados à população pelo telefone 0800-780191 e pelo site www. previdenciasocial.gov.br, através dos quais podem ser efetuados os procedimentos referentes ao salário-maternidade, auxílio-doença, contagem de tempo e inscrições, entre outras coisas. As pessoas que necessitam dar entrada na documentação para seus benefícios estão sendo orientadas a registrar uma carta nas agências do Correio para que não percam os prazos. Aquele comprovante do registro da carta vai ser o comprovante do protocolo dele para não perder prazo, orientou.

Já estamos com cerca de 115 cidades paradas, fora as intermediárias que não têm agências. São Paulo já está quase totalmente parada e, no Brasil, o número de funcionários parados é bem elevado, com aproximadamente 60%, acrescentou o agente administrativo do INSS.