A higiene é fundamental para manter a saúde dos dentes. Escovação, visita regular ao dentista, uso do flúor, fio dental são passos essenciais que devem ser seguidos por todas as pessoas em todas as idades.
Causas que levam à necessidade de implantar um dente podem ser desde um acidente até uma falta de higiene adequada causando a perda do dente. De acordo com o cirurgião dentista Jonas Rosa Cardoso, cerca de 60% a 80% da população adulta com casos de perda de dente, são acometidas por doenças periodontais e, em crianças, o vilão é a cárie.
Ele explicou que, normalmente, as gengivas são firmes com coloração rosa coral e não sangram facilmente, cobrindo toda a raiz do dente. Os dentes são bem presos e as fibras do ligamento e o osso de suporte são saudáveis. Com a falta da higiene adequada, as placas bacterianas e o tártaro se alojam na gengiva irritando-a. A gengiva fica então vermelha e inchada, podendo sangrar quando é tocada. Essa doença é conhecida como gengivite e, nesse caso, o osso de suporte e as fibras do ligamento ainda não sofreram danos.
Quando ocorre o rompimento das fibras do ligamento que unem gengiva-dente-osso de suporte, forma-se uma bolsa periodontal entre o dente e a gengiva. Nessa fase já existe a perda óssea. A bolsa vai ficando profunda e a gengiva afasta-se muito do dente. Como a perda óssea é muito grande, os dentes ficam com grande mobilidade. Essa doença é conhecida como periodontite e deve ser tratada imediatamente. Dependendo da quantidade de osso perdido, ou seja, o grau da periodontite, pode ser indicada a extração do dente e a solução para substituí-lo seria o implante.
De acordo com Cardoso, para prevenir essa perda de dente, é preciso ir ao dentista regularmente, colocar flúor, fazer bochechos, limpeza, raspagem, escovar os dentes adequadamente, fazer o uso do fio dental, entre outros cuidados.
Cardoso explicou que quem protege o dente é a gengiva e quem sustenta o dente é o osso, onde fica presa a raiz. Sendo assim, a gengiva e o osso devem ser bem cuidados para não causar danos aos dentes.
Além da falta de higiene adequada, outros fatores podem ser caminhos para um implante como os acidentes, traumas, tratamentos mal feitos pelo dentista, prótese mal feita, doenças sistêmicas não cuidadas como diabete, por exemplo. Depois que o paciente realizou o implante, a higiene bucal deve ser a mesma ou até mais detalhada que anteriormente, segundo Cardoso. Se a pessoa não cuidar dos dentes adequadamente, vai aparecer a placa bacteriana e pode causar problemas de reabsorção, gengivite ou doenças periodontais, afirmou.
Ele disse, ainda, que pode ocorrer o problema de oclusão que é o contato dos dentes com os dentes. O implante deve ser desparafusado para limpar regularmente, de seis em seis meses, normalmente, mas, dependendo do caso, esse tempo pode ser menor, explicou.
Trabalho em equipe
Quanto antes forem colocados os implantes, em função da reabsorção natural do osso que sustentava os dentes, melhores as condições para uma adequada reabilitação oral, tanto funcional, quanto estética.
Nos casos em que a perda dos dentes ocorreu há muitos anos e ocasionou a reabsorção do osso, pode-se realizar o enxerto ósseo, que, em poucos meses, se integra ao osso natural, permitindo a colocação normal dos implantes.
O tratamento completo envolve o trabalho integrado de uma equipe de cirurgiões dentistas. Após a consulta inicial, com a avaliação clínica, radiográfica e, dependendo do caso, através de tomografia, o plano de tratamento será realizado pela equipe.
Na primeira fase, o especialista em implantodontia realiza a cirurgia para a colocação dos implantes e confecciona uma prótese provisória que irá ficar sobre o implante até a confecção da prótese definitiva. A fase final, que é a confecção da prótese sobre o implante, realizada pelo dentista, acontece de quatro a seis meses após a colocação do implante. O implante deve ser colocado em pessoas com mais de 16 anos, devido a formação dos dentes.