08 de julho de 2026
Geral

Osseointegração é um passo importante

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 4 min

O implante odontológico é uma estrutura que se instala na boca, no osso da mandíbula (dente inferior) ou da maxila (dente superior), com o objetivo de substituir uma ou mais raízes dentais que se perderam.

Ao contrário do que alguns imaginam, um implante não é um dente artificial completo, mas sim, sua raiz. Sobre ele deverá ser confeccionada uma prótese dental (como uma jaqueta ou ponte), cujo alicerce será constituído por um ou mais implantes.

Dependendo do dente, pode-se efetuar dois implantes finos, imitando-se as raízes originais, para dar maior segurança ao trabalho, ao invés de um único implante com diâmetro maior.

O tratamento completo envolve duas etapas: a cirúrgica, onde são instalados os implantes (que se parecem com finos parafusos sem cabeça) e a protética, aquela a qual estamos acostumados, quando é elaborada a prótese.

Do que são feitos

Os implantes orais, na sua maioria, são confeccionados em titânio, metal que oferece grande resistência e um altíssimo grau de bio-compatibilidade com o organismo humano, ou seja, podem permanecer dentro do corpo sem qualquer reação indesejável, inclusive a rejeição.

Como funcionam

Uma vez instalados no organismo, os implantes passam a ser biologicamente integrador ao nosso corpo, após uma série de etapas biológicas. O tempo necessário pode variar dependendo de diversos fatores, alcançando-se uma média de dois a quatro meses na mandíbula (dentes inferiores) e quatro a seis meses na maxila (dentes superiores).

Durante esse período, os implantes permanecem dentro do osso, protegidos de cargas ou movimentações. Após se completar o ciclo biológico de integração (estar efetivamente fixado ao osso), ativam-se os implantes, onde é colocado um segundo componente, quando são preparados para receber e sustentar a prótese dental. No período em que se espera a integração, utiliza-se uma prótese provisória que não estará apoiada nos implantes, mas em outros dentes ou mesmo na gengiva.

Como são instalados

Os implantes constituem-se, em geral, de parafusos e pinos que são fixados na estrutura óssea da boca, na mesma região onde se localiza o dente ou dentes perdidos.

Sua colocação consiste no cuidadoso preparo de um orifício, reproduzindo o espaço onde o dente natural possuía a sua raiz, e parafusado ou encaixado o implante.

Durante dois a seis meses ele permanecerá inteira ou parcialmente recoberto pela gengiva - como se fosse uma pequena bucha de parafuso em uma parede, aguardando a complementação do processo de integração biológica.

As técnicas de instalação de implantes são muito delicadas, minuciosas e precisas; assim, são realizadas sob anestesia local na grande maioria dos casos, sem representar maiores sofrimentos para o paciente.

O pós-operatório, também, é, na maioria das vezes, tranqüilo e sem qualquer processo doloroso que não seja facilmente combatido através de analgésicos ou outras medicações comuns.

Período de cicatrização

No tempo de espera da completa integração do implante ao organismo, além de não poder receber cargas diretas ou movimentações, em certos casos podem ocorrer algumas recomendações de cuidados específicos. Por isso os pacientes deverão retornar para consultas de acompanhamento e avaliação durante esse período, conforme a recomendação do profissional que o estará atendendo.

Nessa etapa o paciente utilizará uma prótese provisória, fixa ou removível, que não estará apoiada ou pressionando o implante.

Acionamento da prótese

Finalizado o período de integração, realiza-se o procedimento denominado acionamento do implante, que se constitui na inter-conexão de um componente metálico, também de titânio, no corpo do implante. É este componente que servirá como suporte para a prótese dental (como se este fosse o parafuso introduzido na bucha localizada na parede). Esta fase pode representar, muitas vezes, a realização de uma pequena cirurgia na gengiva que recobre o implante em certos casos, obtendo a exposição do implante para a referida conexão.

Manutenção

Assim como os dentes naturais, também os implantes necessitam de determinados cuidados, mesmo depois da finalização do tratamento.

Além da participação que o paciente deverá ter em toda a duração do tratamento, atendendo às recomendações do seu dentista, é extremamente importante que ele se conscientize de seu papel na manutenção do implante que passa a fazer parte de seu próprio corpo. A sobrevida eficiente e saudável de qualquer implante depende diretamente do paciente e seus cuidados com:

1. manutenção da perfeita higiene bucal; 2. evitar cargas mastigatórias em excesso; 3. visitas semestrais para o acompanhamento do implante pelo dentista.

Um tratamento bem realizado, sob a cooperação do paciente durante e após o término do tratamento oferece índices de sucesso superiores a 90%, proporcionando uma imensa melhora na qualidade de vida para pacientes que tenham perdido muitos ou todos os dentes, e uma notável forma de reabilitação daqueles que tenham perdido um ou poucos elementos.