Dirceu Luiz, morador da Vila Santista, se considera um eterno reclamante do bolsão de entulhos localizado no bairro, próximo ao sofisticado Shangri-lá. Segundo ele, os vizinhos que residem no abastado condomínio costumam tirar as cercas-vivas de suas casas e jogá-las no bolsão. A prática estaria bastante freqüente nos últimos tempos, pois moradores assustados com assaltos estariam preferindo murar suas casas a manter a vegetação protetora.
Uma vez jogados entre os resíduos de construção, esses vegetais brotam e criam condições de vida para insetos. Animais mortos jogados no local também favorecem o aparecimento de roedores e urubus. No bairro, o bolsão tornou-se um problema para as mães que trabalham fora, pois, de longe, têm que manter seus filhos afastados do local. Quem mora mais próximo do bolsão convive também com a poeira levantada com o despejo de caçambas.