08 de julho de 2026
Geral

Oligocosmética

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 3 min

Os oligoelementos são metais e metalóides existentes no corpo humano, em doses infinitesimais, mas que são indispensáveis ao funcionamento do organismo (leia a relação no boxe). Quando existe algum desequilíbrio interno com um ou mais desses oligoelementos, o metabolismo desregulado provoca manifestações físicas internas que acabam por refletir externamente, comprometendo o visual da pessoa.

A anemia ou a osteoporose podem ser exemplos simples de desequilíbrio de oligoelementos. No caso, a primeira provocada pela falta de ferro e a segunda, de cálcio. O estudo desses elementos começou a ser desenvolvido no início do século passado e desde a década de 40 na Europa, patologias já eram tratadas a partir da análise dos oligoelementos - a chamada oligoterapia. A aplicação dos conhecimentos sobre os oligoelementos na estética começou há apenas dez anos, também na Europa. No Brasil, a técnica, que passou a ser chamada de oligocosmética, existe há cinco anos. A esteticista e oligoterapeuta Cláudia Torquato é uma das pioneiras do setor no Brasil e esteve em Bauru na última semana para ministrar um workshop. Segundo ela, o uso de cosméticos feitos especialmente para agir sobre os oligoelementos garante resultados bastante satisfatórios nos problemas estéticos que mais afligem as mulheres: celulite, flacidez da pele e gordura localizada. Torquato, que tem uma experiência de mais de 15 mil atendimentos com oligoterapia na sua carreira, explica que para cada caso é feita uma análise das condições da paciente e então o cosmético é feito sob medida para ela. Num caso simples de celulite, por exemplo, o creme a ser aplicado na paciente teria em sua formulação dois oligoelementos: o silício, que reintrelaça os fibroblastos (que formam as fibras celulares) e o cobre, que ajuda na síntese do colágeno. Num caso de flacidez, o cosmético conteria boro, que ajuda a reduzir a retenção de líquido entre os tecidos, afirma.

Mas na verdade a aplicação de oligocosméticos não é suficiente para reduzir esses problemas estéticos. A aplicação desses produtos exige uma técnica e segue uma seqüência, com massagens, etc., diz a esteticista que usa produtos da marca Oligoflora em forma de cremes para massagem, sais de imersão e géis hidratantes, entre outros.

Melhora geral

Uma vantagem do tratamento com oligocosméticos é que, como são feitos exclusivamente para um caso específico, podem ser formulados de forma a interferir também em aspectos internos da pessoa, emocionais. É possível que o cosmético ajude em casos de depressão e ansiedade, por exemplo, ao mesmo tempo em que serve para tratar uma gordura localizada ou retardar o aparecimento de celulite, explica Cláudia Torquato. Mas não se trata de um remédio para males de fundo emocional, eles apenas ajudam e podem melhorar a disposição e o ânimo da pessoa além de recuperar sua aparência, completa.

De acordo com a esteticista, uma vez submetida a um tratamento com oligocosméticos, que já surte resultado na sua primeira sessão, a pessoa tem supridas as deficiências de oligoelementos do seu organismo e não apresenta o problema novamente com facilidade, principalmente no caso dos sintomas internos. É possível que se sofrer um choque emocional muito grande, ficar estressada ou se alimentar mal, a pessoa volte a ter um desequilíbrio de oligoelementos, mas mesmo assim os sinais serão muito menores do que da primeira vez, antes do tratamento.