A 2.ª Companhia da Polícia Florestal e de Mananciais completou, no último dia 18 de agosto, 22 anos de implantação em Bauru. A solenidade comemorativa foi realizada no Obeid Plaza Hotel, na manhã de ontem, com presença de autoridades do Município e da região, que participaram também do almoço realizado em alusão à data.
A solenidade contou com a participação de representantes da Prefeitura Municipal, da Câmara Municipal, do Ministério Público, de outros batalhões de policiamento de área da Polícia Militar, da Polícia Civil e de ONGs.
O comandante da Polícia Florestal do Estado de São Paulo, coronel Clodomir Ramos Marcondes, esteve presente na solenidade comemorativa e informou que a Polícia Florestal e de Mananciais vem passando por algumas modificações. Uma delas refere-se ao seu nome, que deverá passar a Polícia Ambiental, talvez ainda este ano. A Polícia Florestal vem passando por uma série de alterações que eu chamaria de alterações de doutrina e operacionais. Nós percebemos que a designação Polícia Florestal e de Mananciais dá uma certa restrição à nossa atividade, já que estaríamos restritos às florestas e aos mananciais. Como nós somos responsáveis por todo e qualquer crime e atentado ao meio ambiente, nossa atividade vai muito mais além, expôs.
Antes da solenidade, das 8 às 11h30, foi realizado o 2.º Ciclo Regional de Aprimoramento Profissional de Policiamento Ambiental, que é um evento trimestral. É uma forma de conhecer a área, conhecer os problemas ambientais, trocar experiências. É muito produtivo. No dia-a-dia, a gente vai aprendendo muito, disse o capitão Daniel Antônio Cinto, comandante da 2.ª Cia da Polícia Florestal.
O capitão destaca trabalhos importantes da Polícia Florestal na prevenção de infrações, como campanhas ambientais com participação da comunidade. Quanto mais a pessoa tem contato com a questão ambiental, mais ela vai se familiarizar e entender. Antigamente, nós tínhamos uma conduta muito mais repressiva. A gente percebeu que é muito mais fácil e menos desgastante prevenir. A gente investe muito na prevenção, sem se esquecer das atividades repressivas, observou.
Nesse sentido, o capitão salienta o enfoque dos trabalhos preventivos em atividades desenvolvidas junto às crianças da comunidade. Tudo o que nós conseguirmos colocar na cabeça dela, nós teremos um futuro cidadão consciente das questões ambientais, disse.
Alterações
A alteração de nome da Polícia Florestal já foi proposta e a documentação necessária para o procedimento está em andamento, de acordo com o coronel Marcondes. Foi proposta a mudança de nome. Até onde sabemos, o nosso comandante-geral, o secretário de Segurança e o governador já aprovaram. Agora, estamos aguardando que os documentos tenham trâmite para que possamos adotar a nova nomenclatura, colocou.
Outra modificação anunciada pelo coronel refere-se a uma redivisão das áreas administrativas da Polícia Florestal, que deverá estar vigorando já no início de 2002. A nova divisão priorizará não mais áreas de influência geopolíticas, mas sim as regiões das bacias hidrográficas do Estado. Nós estamos aproveitando a divisão já existente das bacias hidrográficas do Estado e fazendo com que as áreas de policiamento florestal passem a englobar uma ou mais bacias por completo, de forma que quem seja responsável pelo rio seja também responsável por todos aqueles rios que o alimenta, por todas aquelas nascentes - sem o que a fiscalização estaria incompleta, explicou.
A redivisão demanda um policiamento integrado para que as atividades sejam desenvolvidas com mais agilidade. Assim que concluído esse estudo das bacias hidrográficas, nós faremos uma nova redivisão de áreas, de forma a aproveitar o máximo possível os postos hoje já existentes, as companhias, os batalhões, de forma que não tenha muita alteração no dia-a-dia do nosso policial. Ele simplesmente deixa de pertencer a uma companhia e passa a pertencer a outra, mas fisicamente ele estará no mesmo lugar e passa a fiscalizar uma área determinada junto a uma outra companhia que, eventualmente, não era nem do batalhão dele, acrescentou o coronel.
Para o capitão Cinto, a reestruturação é bastante importante para o aprimoramento dos resultados das atividades da Polícia Florestal. É uma divisão ambiental. Isso é um ganho fenomenal, observou.