11 de julho de 2026
Geral

Ausência de reforma na estação de tratamento continua acarretando perdas. A recente estiagem, amenizada pelas chuvas de ontem, não afetou rio Batalha.

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 2 min

A não-conclusão da reforma da Estação de Tratamento de Água (ETA) está atrasando o projeto de reduzir as perdas de água registradas no setor e estimadas, de acordo com dados de junho do ano passado, em 13% do total de litros produzidos diariamente pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru.

No mesmo período de 2000, Sérgio Macedo, presidente do DAE, havia anunciado que a autarquia iria investir R$ 2 milhões para reduzir as perdas de água no sistema de abastecimento de 27% para 24%. Apenas parte do montante foi investido até agosto deste ano, mas as reduções não foram significativas.

Já tomamos uma série de medidas na distribuição ao longo da cidade para perder menos água quando fazemos manutenção, mas a redução mais significativa se dará quando a ETA for totalmente reformada, explica Macedo.

Não há, no entanto, previsão sobre o início da reforma. O DAE pretende começar a primeira fase da obra até o final do ano, mas depende dos trâmites de obtenção de recursos junto à Caixa Econômica Federal (CEF).

Antes dessa primeira etapa, a autarquia deve concluir a compra de seis comportas para os filtros da ETA. Esses equipamentos deverão ser reaproveitados quando a estação estiver totalmente reformada.

Já a realização das demais fases está atrelada à disponibilidade de recursos. A Lei de Responsabilidade Fiscal exige que, para uma obra ser realizada, é necessário ter dinheiro em caixa. Por isso, não é possível prever quando concluíremos a reforma, diz Macedo.

Com a ETA reformulada, o DAE pretende reduzir as perdas registradas na estação em 30%. No sistema de tubulação, no qual é registrada a maior parte do desperdício de água (cerca de 70%) do município, o investimento em qualificação dos funcionários e na melhoria da tecnologia de reparo é a arma que a autarquia tem utilizado para minimizar as perdas de sua produção diária de litros.

Em relação à população, a redução de consumo deve vir pela conscientização, por meio de campanhas regulares promovidas pelo DAE. Apesar de hoje não precisamos contar quantos litros de água têm à disposição da população, não devemos desperdiçar. Hoje, a água é tida como um bem que pode acabar. Além disso, o desperdício encarece a produção, salienta Macedo.

Estiagem

A recente estiagem, encerrada ontem com chuvas na cidade, não afetou o nível do rio Batalha, manancial que abastece 50% da população de Bauru, de acordo com avaliação do DAE.

O nível do rio Batalha está normal, a água está bonita e não há perspectiva de falta de água. Mesmo assim, essa é uma situação momentânea, que pode se alterar a qualquer momento, comenta Macedo.