08 de julho de 2026
Geral

A GRANDE SANGRIA

Maurílio Fábio de Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Gostaria de saber o que existe e o que acontece entre as concessionárias de veículos e as seguradoras, no que diz respeito a serviços de funilaria e pintura. Por que, quando solicitamos um orçamento, perguntam se o veículo tem seguro? Por que cobram preços tão exorbitantes em relação às demais oficinas da cidade? Onde estará a grande diferença? Logicamente há exceções, devemos pesquisar. Existem muitos picaretas na cidade, mas fora dessas concessionárias existe um pessoal ainda mais especializado que trabalha pela metade do preço, ou mais, com materiais e equipamentos tão bons. O que existe é preconceito.

É fácil explicar porquê! Todo profissional inteligente que se especializa e se destaca no ramo, é muito comum deixar seu atual emprego e abrir a sua própria oficina. Descobri que tem concessionária que terceiriza serviço de funilaria e pintura e, no mínimo, deve cobrar o dobro dos clientes. Descobri também que a maioria dos proprietários de oficina faz o mesmo comentário: que concessionária mantém serviço de funilaria somente porque atende seguradoras.

Um exemplo: um pára-brisa de Kombi ano 98 custa, na concessionária, R$ 306,00. Anda-se três quadras, encontra-se o mesmo vidro, colocado por R$117,00. Perguntei, então, ao proprietário desta última qual a diferença, quais as marcas, resposta: nenhuma diferença, é o mesmo vidro, eles buscam sempre aqui, ligam antes pra saberem preços quando alguém solicita orçamento. E me fez aquele comentário: eles sobrevivem por causa das seguradoras.

Dessa forma, gostaria de alertar e mostrar onde está a grande sangria. Uma pessoa que tem carro e não tem recurso para pagar o seguro e que por uma fatalidade provoque um acidente no trânsito, causando danos num outro veículo com seguro, estará arruinada. Logicamente sua desgraça estará completa: os sanguinários da funilaria estarão te esperando!

Porque é quase impossível que a outra parte que teve seu veículo amassado procurará outra oficina, que não seja uma concessionária, de preferência a mesma onde adquiriu seu veículo. Nem sequer andaria atrás de outros orçamentos. Existe alguma coisa a ser apurada nisso tudo. As seguradoras aprovam tudo e depois querem receber aquele absurdo cobrado. Se não for pago, aciona na Justiça aquele infeliz, que às vezes tem que vender tudo o que tem. E se não vender, a Justiça toma. É comum a Justiça condená-lo a pagar. De um modo ou de outro, não se escapa.

Se for bem analisado, a pessoa de culpada poderá estar sendo vítima de maracutaia entre concessionária e peritos de seguradoras. Ou existirá alguém neste mundo que acharia isso impossível? (Maurílio Fábio de Camargo - RG: 13.498.914)