Aterro em construção para abrigar pista de taxiamento e pátio de aeronaves consumirá 30 mil metros quadrados de terra.
A segunda etapa das obras do aeroporto internacional de Bauru já está em fase de conclusão. Se não ocorrer nenhum imprevisto, até o final deste ano as obras de terraplenagem e pavimentação do pátio e taxiamento de aeronaves deverão ser concluídas pela construtora Leão & Leão, a um custo de R$ 2,8 milhões.
Segundo o Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), ainda não há previsão para início das obras da terceira fase do aeroporto, que prevê, entre outros serviços a serem executados, a construção de uma pista auxiliar à principal. Ela servirá para o tráfego das aeronaves em processo de decolagem e aterrissagem.
Trata-se de uma via de ligação entre a pista principal e o terminal de embarque e desembarque, com extensão de 2,1 mil metros. Para contratar a terceira etapa das obras, o Daesp vai abrir um processo de licitação, já em fase de preparação. O custo ainda não foi anunciado.
O ex-deputado estadual Roberto Purini (PDT) explica que os recursos destinados à construção do aeroporto são liberados pela União com contrapartida do Estado. O Governo Federal colabora com 70% do montante, através do Programa Federal de Auxílio de Aeroportos (Profaa). Os 30% restantes são de responsabilidade do Estado.
Dezembro de 2002
Em sua última visita às obras do aeroporto, realizada no início deste ano, o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), prometeu que até dezembro do ano que vem o terminal estará em operação.
Pelos cálculos de Purini, até o momento já foram investidos cerca de R$ 10 milhões. A previsão é de que a obra consuma até a sua conclusão um total R$ 25 milhões. Localizado a 18 quilômetros do Centro da cidade, o novo aeroporto de Bauru é uma construção de porte.
Os serviços de terraplenagem já executados da obra equivalem à movimentação de 150 mil caminhões basculantes. A pista principal tem uma extensão de 2,1 mil metros por 45 metros de largura.
Instalado numa área de 185 alqueires, a construção do novo terminal aeroviário completa três anos.
Foi em janeiro de 1998 que a mata do Sítio Bom Retiro foi rasgada pelas máquinas da construtora Leão & Leão. Atualmente, técnicos da Escola Superior de Agricultura Luís de Queiroz (Esalq) estão supervisionando o reflorestamento compensatório de 90 hectares da área que foi desmatada. Cerca de 60 espécies nativas da região estão sendo plantadas.
O canteiro de obras conta com 40 homens, distribuídos nas funções de operadores de máquinas, motoristas, trabalhadores braçais e técnicos. Para a próxima etapa a ser cumprida, também está prevista a pavimentação asfáltica do trecho de quatro quilômetros que separa a rodovia Bauru-Iacanga do aeroporto.
Na conexão entre as duas vias será construído um viaduto para dar mais segurança ao tráfego de veículos.