Cerca de 50 funcionários do Instituto Nacional de Serviço Social (INSS) e do Ministério da Saúde de Jaú aderiram à paralisação nacional da categoria. O movimento do INSS começou no dia 8 deste mês, com 100% de adesão. A paralisação dos funcionários do Ministério é parcial e foi anunciada no último dia 22. As informações são da diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência do Estado de São Paulo (Sinsprev), Margarida Maria Pereira Pascoal, de Jaú.
Segundo a sindicalista, a manifestação tem conquistado novos adeptos nas cidades da região. A categoria reivindica um reajuste de 75,5% nos salários, valor que seria referente às perdas registradas nos últimos sete anos em que não houve reposição. Eles também querem a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e a devolução de uma gratificação que foi retirada há algum tempo. O governo está nos oferecendo um reajuste de 3,5% e ainda ameaça nos tirar outra gratificação equivalente a 12,5% dos salários, informou Pascoal.
Ela comentou que a greve é o último recurso que o funcionalismo tem para reivindicar seus direitos. O funcionário não quer prejudicar a população. Ao contrário, pedimos perdão a todos. Antes da greve, já havia mais de 100 mil processos encalhados no Estado de São Paulo, porque o governo não abre contratação há 15 anos. O próprio governo admite que há um déficit de 16 mil funcionários no INSS. Não queremos piorar a situação, mas não temos outra alternativa, chegamos ao fundo do poço, desabafou.
A sindicalista pede que aqueles que têm processos em andamento procurem as agências locais do INSS, onde funcionários permanecem em esquema de plantão, para buscar informações e orientações.
Para saber mais sobre a greve na região, basta mandar um e-mail para inssgrevejau@bol.com.br.