08 de julho de 2026
Geral

Oração pelos infelizes!

N. Serra
| Tempo de leitura: 2 min

Parecem fadados a continuarem indefinidamente os conflitos bélicos que há anos martirizam regiões do Oriente Médio, pois, não obstante chamados ao entendimento, palestinos e israelenses não interrompem suas divergências políticas. Jerusalém, inclusive, com sua terra secularmente santificada, vai sendo terrivelmente ameaçada, em que pese advertência israelense para que os palestinos a mantenham fora da violência. Conseqüentemente, não conseguem as forças aliadas na Europa conduzi-los à sonhada pacificação de espíritos e, por isso, cidades e vilas vão sendo impiedosamente destruídas. Então, se os homens não se encontram amigavelmente e, no entanto, a paz mundial é a suprema aspiração de todos os povos, quem poderá induzi-los à harmonização? Certamente, só Deus, a quem se roga: Senhor, os poderosos esqueceram o passado, tornaram a se desentender e fizeram os homens voltar às batalhas. E aí estão promovendo a morte de crianças, jovens, adultos e velhinhos. E aí estão provocando a destruição de lares, fábricas, lojas e até de vossas igrejas. E aí estão arrasando florestas que agasalham aves e animais e tingindo de sangue as águas dos rios e dos oceanos. E aí estão quebrando, com o ruído de seus aviões e o estampido ensurdecedor de seus canhões, o silêncio dos hospitais onde tantos gemem de dor.

Por que, Senhor, os poderosos são assim frios e ignoram o amor que gera a harmonia e a paz? Por que, Senhor, eles não procuram a convivência fraterna, que no milagre da boa vontade desarma os espíritos e impede a guerra ou os conflitos? Senhor, lançai vosso Espírito sobre os que destroem ou mandam destruir, para que, menos enlouquecidos, possam recuperar a razão; menos embrutecidos, venham a reconquistar a sensibilidade; mais despertos para o valor da vida, restabeleçam a paz, sufocando a ganância e a violência, e para que nunca mais as crianças, os jovens, os adultos e os velhinhos tenham diante de seus olhos novas cenas de morte e destruição, como as que ora continuam incendiando o mundo, indiferentes aos vossos apelos por uma humanidade eternamente feliz. Amém! É a nossa opinião.

(*) O autor, N. Serra, é o Jornalista Responsável do JC e Delegado Regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.