08 de julho de 2026
Geral

Suíço é acusado de medicina ilegal

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Polícia de Marília checou junto a conselhos de medicina e constatou que suíço não estava autorizado a exercer atividade

Marília - O suíço Jean Marc Duriaux, 47 anos, foi autuado, anteontem, pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Marília, sob acusação de exercício ilegal de medicina. Após flagrante, pagou fiança e foi posto em liberdade. A prisão foi feita após uma consulta onde o paciente era o delegado-assistende da DIG, Cléber Pinha Alonso.

Duriaux nega irregularidade na sua atividade. De acordo com o delegado José Carlos Costa, titular da DIG, antes de efetuar o flagrante, a polícia, que já havia recebido denúncia de populares sobre a questão, checou junto aos conselhos federal e regional de Medicina e constatou que Duriaux atuava sem a devida autorização ou registro.

O suíço apresentava-se como naturopata e iridólogo, terapeuta que usa produtos naturais e tratamentos a partir de análise da íris. Em Marília, ele já vinha autando há alguns meses.

Após pelo menos duas semanas de investigações, a DIG providenciou junto à Justiça, autorização para busca e provável apreensão no consultório. Na tarde de terça-feira, o delegado Cléber Pinha Alonso, passou por uma consulta de aproximadamente 45 minutos com Duriaux. Durante o atendimento, Alonso (que não havia até então se identificado como policial) disse ao naturopata que sentia dores de cabeça. Afirmou que durante o tempo em que permaneceu como paciente foi analisado clinicamente, passou por exames de pressão e vista, até receber medicação. Segundo o delegado Costa, um remédio chegou a ser manipulado na hora para que o paciente aplicasse no nariz três vezes ao dia. Além dessa fórmula, Alonso recebeu também uma receita para adquirir posteriormente.

Ao final da consulta, o delegado entendeu que havia motivos o suficiente para pedir a prisão do médico e do consultório mesmo telefonou para a equipe da DIG que estava do lado de fora, entrar e efetuar a prisão. Foram recolhidos diversos produtos usados nas fórmulas manipuladas pelo acusado e também foram recolhidas pastas de pacientes, agendas e aparelhos de exames de vista, pressão e outros.

O delegado Costa disse que está mantendo contato com a polícia de Araçatuba, onde o suíço declarou que morava antes de ir para Marília. Junto ao passaporte de Duriaux, estava visto permitindo sua permanência no Brasil até 2005.

Exercer medicina ilegalmente é crime previsto no artigo 282 do Código Penal Brasileiro e pode resultar de seis meses a dois anos de detenção. A pena pode ser agravada com multa, caso o crime seja praticado com fins lucrativos.