09 de julho de 2026
Geral

Assessor do prefeito de Marília é solto por determinação de juiz

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Marília - O juiz Fernando David Fonseca Gonçalves, da 3ª Vara Federal de Marília, determinou na tarde de anteontem, o relaxamento da prisão do assessor de gabinete da Prefeitura de Marília, Carlos Umberto Garrossino e do empresário Francisco Carlos Quevedo Sória. Os dois estavam detidos desde sábado sob acusação de tantar subornar o jornalista Oswaldo Machado, autor de denúncias ao Ministério Público contra o prefeito Abelardo Camarinha.

O juiz considerou que o fato não constituía a tipificação ou enquadramento exigidos pelas acusações de corrupção ativa de testemunha e sonegação fiscal. A decisão atende aos argumentos apresentados pelos advogados Antonio Carlos Roselli e Carlos Henrique Credendio. Eles apontaram que tecnicamente e juridicamente o flagrante estava errado.

A prisão de Garrossino foi efetuada pela Polícia Federal, quando supostamente ele teria tentado subornar o jornalista que também é autor de um pedido de instalação de uma CPI na Câmara Municipal para investigar a administração de Camarinha.

Além de Garrossino, a PF também prendeu o empreiteiro Francisco Sória, acusado de intermediar as negociações com o jornalista. Em depoimento à Polícia Federal, o jornalista Oswaldo Machado disse que há alguns meses sofreu violenta agressão de dois homens encapuzados, que fizeram várias advertências a ele. De acordo com o jornalista, sua casa foi arrombada, de onde levaram disquetes e a CPU do microcomputador.

Após apresentar as denúncias no Ministério Público contra o prefeito, por causa de licitação supostamente irregular, e com um pedido de CPI na Câmara Municipal, o jornalista teria passado a receber propostas do suborno. Se dizendo sentir pressionado, o jornalista levou o caso à Polícia Federal, que montou o esquema para a prisão em flagrante.

Segundo o delegado federal, Gilberto Pacheco, a polícia tem mais de 50 minutos de gravação da tentativa de suborno e o prefeito Abelardo Camarinha é citado nas gravações. Garrossino teria entregue R$ 20 mil em dinheiro para o jornalista para que ele retirasse a denúncia feita ao Ministério Público. Em novembro seriam entregues mais R$ 20 mil para que ele retirasse ação contra a Central Marília Notícias, que seria dona do jornal Diário de Marília. Assim que Oswaldo Machado assinou os documentos, que foram entregues a Garrossino, policiais disfarçados deram-lhe voz de prisão, junto com Francisco Sória.