09 de julho de 2026
Geral

Capim Massai é alternativa para pastagens tropicais

Redação
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Os pecuaristas de todas as regiões do País terão, em breve, mais uma alternativa para a diversificação de pastagens tropicais. Trata-se do Capim Massai, cultivar que será apresentada pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcus Vinícius Pratini de Moraes durante a Expointer 2001. A tecnologia foi desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O evento termina no prõximo dia 2.

Este capim é de múltiplo uso, podendo ser ofertado a bovinos, eqüinos e ovinos. Quando comparado a outras cultivares de capim, o Massai mostrou-se vantajoso por apresentar melhor cobertura de solo, melhor persistência em solos com baixos níveis de fósforo, maior tolerância em áreas com grande concentração de alumínio e por ter mais resistência à cigarrinha-das-pastagens.

Seu sistema de raízes é mais adaptado às condições adversas do solo, como a baixa fertilidade e a escassez de água. A média de cinco anos de avaliação desse material aponta que, sob pastejo, o capim Massai gera uma produtividade de 620 Kg de peso vivo por hectare ao ano.

O nome Massai remete à tribo africana que habita o local de onde a gramínea é nativa. Foi coletado, pela primeira vez, pela empresa de pesquisa francesa Orstom, em 1969, na Tanzânia - África Oriental -, e trazido para o Brasil em 1982, por meio de um programa de colaboração dessa empresa com a Embrapa Gado de Corte (Campo Grande - MS). Em testes, o capim Massai obteve bons resultados em todas as regiões brasileiras.