08 de julho de 2026
Geral

Saúde Pública: ouvir é o melhor remédio

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 1 min

Refletir a respeito das relações entre os usuários de serviços de saúde pública e as unidades de pronto-atendimento não é tarefa fácil, especialmente partindo-se da visão do usuário, que envolve o grau de satisfação da sociedade em relação a eles. O tema afeta a sociedade em geral por ultrapassar qualquer barreira individual para abranger o interesse difuso

A opinião do povo é o fator principal para melhorar a saúde pública no País. Gasta-se muito com programas que nem sempre são as soluções para os problemas de um grupo. É preciso ter ouvidos e saber ouvir para fazer mais, melhorar, crescer e desenvolver o sistema de saúde do Brasil. Os usuários do sistema são as melhores pessoas para identificar o que é necessário e o que é prioridade, basta saber agora, como fazer para ouvir essas pessoas.

O Brasil conta com uma população superior a 150 milhões de habitantes. A maior parte está concentrada em grandes centros industriais, com as relações humanas aquecidas por problemas advindos de graves crises econômicas, resultando pobreza, ausência de infra-estrutura no atendimento à saúde, falta de habitação, dentre tantos outros. Assim, para aqueles que atuam na linha de frente de atendimento à população, além da irrefutável técnica e profissionalismo no desempenho das atividades, faz-se necessário estar de olhos abertos aos aspectos éticos, e ouvidos também abertos às reclamações voltados aos valores morais da sociedade, que devem permear as relações humanas.

Para que esse modelo seja implantado, é preciso colocar em prática os sentidos de ver, sentir e ouvir. Há muita gente querendo ser ouvida e essas pessoas, muitas vezes, trazem para discussão importantes pontos normalmente deixados de lado por falta de informação.