08 de julho de 2026
Geral

Caminhos ecléticos da dança

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Cia. de Dança Boca de Cena, do Rio de Janeiro, se apresenta hoje, no Teatro Municipal, encerrando a Mostra de Dança de Bauru

Após três dias de atividades intensas no palco do Teatro Municipal Celina Lourdes Alves Neves, a Mostra de Dança de Bauru será encerrada com a Companhia de Dança Boca de Cena, do Rio de Janeiro. A Cia. apresenta o espetáculo Caminho, a partir das 20 horas. À tarde, às 14 horas, uma mesa redonda aberta ao público realiza discussões sobre arte.

A Boca de Cena foi fundada em 1994 no Rio, sob a coordenação da bailarina e coreógrafa Cláudia Rezende. Nessa época, a equipe contava com sete bailarinos.

A estréia em palcos cariocas ocorreu em julho de 1995, com o espetáculo Simplesmente Orlando. A montagem foi coreografada pela artista Cláudia Rezende, diretora da companhia, com o auxílio técnico da pesquisadora Brigitt Bentolilá, diretora do Teatro de Comédie Française, da França.

A obra foi baseada no livro Orlando, de Virgínia Woolf e no filme Orlando, uma Mulher Imortal. Foi apresentada em diversos teatros do Rio de Janeiro, chegando aos palcos de Belo Horizonte.

Em março de 1996, a Companhia de Dança Boca de Cena retomou suas atividades e ensaios, em parceria da Escola de Dança Corpo Livre. Os trabalhos montados foram apresentados em conceituados festivais dentro e fora do Rio de Janeiro.

Entre eles, o Festival de Dança Tápias, no Rio de Janeiro, e o Fest Santos, onde obteve as primeiras colocações. A partir daí, a equipe começou a ganhar cada vez mais repercussão no cenário nacional.

Em 1999, estreou o espetáculo Ser, no Teatro Cacilda Backer e fez uma bela temporada no Teatro da Universidade Gama Filho, ambos no Rio de Janeiro.

O espetáculo

Caminho é uma montagem eclética. Com coreografias que vão da acrobacia à dança contemporânea, a Companhia resgatará um tempo no qual o mistério e o irracional se mesclam e possuem mais sentido. A montagem propõe ligação com a sabedoria ancestral interior dos homens.

Entre as abordagens, a fantasia do tarô - baralho misterioso e de origem desconhecida, com pelo menos seis séculos de existência, é o antepassado direto das modernas cartas de jogo.

A coreógrafa

A bailarina Cláudia Rezende iniciou seus estudos na área em 1977, passando por mestres como Marila Gremo, Eugenea Feodorova e Vima Vernon. Começou a mostrar o talento coreográfico ao público quando recebeu o prêmio Funarte de melhor coreógrafa de teatro infantil de 1988, com a montagem O Garoto que Virou Televisão.

Em 1995, teve seu trabalho reconhecido pela crítica com a peça Simplesmente Orlando. O trabalho deu início à Companhia Boca de Cena.

A partir daí, Cláudia começou a ganhar espaço nos palcos do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Em 1966, estudou nas tradicionais escolas de dança de Nova York, nos Estados Unidos.

Retornou ao Brasil no mesmo ano e teve suas composições coreográficas apresentadas e premiadas em grandes festivais. No espetáculo que encerra a Mostra de Dança de Bauru, Cláudia Rezende é responsável pela coreografia, figurino e pelas direções executiva, artística e de cena. A iluminação é de Paulo Roberto.

Serviço

Espetáculo Caminho, encerrando a Mostra de Dança de Bauru, hoje, 20 horas, no Teatro Municipal. Grátis. Av. Nações Unidas, 8-9. Informações: 235-1072. Realização: Secretaria Municipal de Cultura. Apoio: Cisne Loja de Departamentos.