08 de julho de 2026
Geral

A INSERÇÃO DOS NEGROS E PALESTINOS

Omar Barreto
| Tempo de leitura: 1 min

Estou lendo OS BRASIS, o mega-poema (1.l46 estrofes com 9.168 decassílabos) de Francisco de Mello Franco, que me parece diferente do camoniano porque não é só deexaltação patriótica. O nosso poeta reproduz, reprovativamente, as páginas mais sujas da nossa História a escravidão. Ouvi também boa parte do substancioso discurso do senador José Sarney sobre a inserção social dos negros via educação, objeto de um projeto de lei de FHC. Temos um racismo disfarçado, tanto assim que não existem lideranças e movimentos negros significativos. Muitas pessoas de cor que chegam perto do topo da pirâmide social nem sempre se tornam grandes defensores da sua raça, talvez porque não queiram ser tachados de racistas. Os portugueses comemoram o seu Dia da Raça, a deles que é branca! Apesar da ditadura reinante, parece que Cuba se constitui numa democracia racial pobre. Restaria saber se numa eventual abertura capitalista, como a chinesa, os negros teriam oportunidades de enriquecer.

Não tenho uma gota de sangue de imigrante árabe, mas o nome me faz simpático à causa palestina. Não acredito que a dupla aguerrida Arafat-Sharon possa concertar uma vizinhança civilizada entre palestinos e israelenses. A meu ver, a ONU, tendo criado o Estado de Israel, deveria também criar o Estado palestino e dar-lhe toda a segurança, compelindo Israel a recuar para o seu território original. O ideal seria a internacionalização da parte santa de Jerusalém, constituindo-se num pequeno enclave espiritual da humanidade, livre para as religiões ali interessadas. (Omar Barreto - RG 5.663.388-9)