08 de julho de 2026
Geral

Passeata de bancários mobiliza o Centro

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Mobilização integrou as ações adotadas na campanha salarial da categoria, que pode entrar em greve nos próximos dias.

Cerca de 200 bancários de várias cidades do Estado de São Paulo participaram, ontem, de uma passeata que percorreu ruas centrais de Bauru. A mobilização fez parte do calendário de atividades previstas para a campanha salarial da categoria, que foi iniciada na semana passada. Para hoje está marcada uma reunião entre a Executiva Nacional dos Bancários e a Federação Nacional de Bancos (Fenaban), na Capital paulista, com o objetivo de discutir as reivindicações dos trabalhadores.

De acordo com Marcos Aurélio Silvestre, diretor de comunicação do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, que representa 38 cidades, se o resultado da reunião de hoje à tarde for negativo e nenhuma proposta razoável for apresentada pela Fenaban, a categoria poderá optar pela greve. Enquanto as negociações não forem encerradas, será realizada uma passeata por semana, sempre em cidades diferentes, como forma dos trabalhadores pressionarem a Federação a tomar uma decisão. A passeata de ontem, em Bauru, denominada Caravana da Mobilização, saiu da agência da Caixa Econômica Federal (CEF) localizada na esquina das ruas Gustavo Maciel e Ezequiel Ramos, passou por várias ruas do centro e terminou em frente ao Banespa da rua Rio Branco. O movimento foi organizado pela Federação dos Bancários da CUT (Fetec/CUT), à qual o sindicato de Bauru é filiado.

A passeata de hoje (ontem) foi muito positiva, porque paticiparam bancários de todo o Estado de São Paulo. Em Bauru, particularmente, a categoria está bastante unida, porque existe uma tradição de luta na cidade. O nosso objetivo é de que os banqueiros atendam às nossas reivindicações o mais rápido possível. Se amanhã (hoje) a Fenaban apresentar uma proposta decente, nós podemos até suspender a campanha imediatamente. Mas, pela nossa experiência, somente depois de muita mobilização isso vai ocorrer. Se o resultado da reunião for totalmente negativo, nós trabalhamos com a possibilidade de instaurar uma greve, diz Silvestre.

A categoria está reivindicando reajuste salarial de 21,12% para os funcionários dos bancos privados e da Nossa Caixa; 71,64% para os da Caixa Econômica Federal (CEF) e 64,93% para o efetivo do Banco do Brasil. Segundo o sindicato, os índices são maiores nos dois bancos federais porque os bancários dessas instituições estão com os salários congelados desde 1995.

Entre as reivindicações comuns a todos os trabalhadores estão garantia de emprego; contratação de mais bancários para acabar com as filas nas agências; redução de tarifas e taxas de juros; fim da terceirização de serviços bancários e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 25% em relação ao lucro dos bancos. Segundo o sindicato, em Bauru existem cerca de dois mil bancários. Em todo o País, são 400 mil. A data-base da categoria é 1 de setembro.