07 de julho de 2026
Geral

Em confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 5 min

TIMINHO

Na edição de ontem, fiz um rápido comentário da derrota brasileira em Buenos Aires. Afirmei, que no primeiro tempo a nossa Seleção jogou bem e mereceu o placar de 1 a 0. Talvez. Não que o time de Felipão tenha brilhado na primeira fase: foi menos ruim do que na segunda. Com mais espaço para comentar e sem nenhum adiantado da hora, vou reformular minha opinião sobre o clássico de quarta-feira. Cometendo muitas faltas e apresentando falhas de uma zaga que é ruim demais, além de um meio-campo que não cria, só marca - e marca mal - o Brasil jogou como um time pequeno. Só chutões para qualquer lado. Não culpo Rivaldo, por exemplo, que não foi abastecido. E mas poucas vezes que a bola chegava, ele recebia uma melancia. Para mim, Luiz Felipe Scolari teve grande parcela de culpa nessa derrota, por ter armado um esquema muito defensivo, com três zagueiros e dois cabeças de área. Os argentinos pressionavam cada vez mais e os brasileiros não conseguiam segurar a bola na frente. Denílson deveria entrar no início do segundo tempo, mas Felipão preferiu manter uns e outros que não faziam nada. Já o time do corajoso Bielsa voltou do intervalo com o atacante Ortega no lugar do defensor Placente e a alteração surtiu efeito. Agora, a Seleção - digo, o timinho, precisa vencer seus próximos jogos, se quiser chegar à Copa do Mundo.

BOLA CHEIA

Garantida na Copa do Mundo desde a décima-quarta rodada, a Seleção da Argentina não é só a líder das Eliminatórias sul-americanas, com nove pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o Paraguai. Os argentinos podem inflar ainda mais o seu orgulho por ter o melhor ataque, com 37 gols, o maior saldo, 25, e o artilheiro da competição, Crespo, com nove gols. A Seleção Argentina só não tem a melhor defesa, que já sofreu 12 gols, pois a do Uruguai sofreu apenas dez. Detalhe: o grupo comandado por Marcelo Bielsa se dá o luxo de não convocar para essas Eliminatórias, supercraques como Batistuta, Cambiasso, Palermo e Riquelme. Atualmente, as melhores Seleções do planeta são as da Argentina e França.

OPINIÃO

Na opinião do escritor Ruy Castro, o recuo do Brasil contra a Argentina, mostra na verdade, a covardia de Luiz Felipe Scolari. Nada mais natural que a derrota, não temos jogador e muito menos técnico.

FAÇANHA

Enquanto os brasileiros ainda sofrem para ver a sua Seleção na Copa, outros povos seguem comemorando a tão sonhada classificação. Quarta-feira, a Costa Rica garantiu uma das três vagas da Concacaf, ao dobrar os Estados Unidos. A façanha fez o presidente costarriquenho, Miguel Angel Rodríguez, decretar feriado nacional, ontem.

AO POVO E AOS POBRES

Os jogadores da Seleção Argentina dedicaram ao povo de seu país, que vem sofrendo com a grave crise econômica, a vitória de 2 a 1 sobre o Brasil. Autor de um dos gols da goleada de 5 a 1 que o Paraguai aplicou na Bolívia, em Assunção, o goleiro Chilavert dedicou o gol e a vitória aos pobres. O importante é que todos os paraguaios se sintam orgulhosos desta Seleção e de ter um goleiro que marca gols, o que é inédito. Dedico este gol e esta vitória aos pobres - afirmou o capitão Chila. LIVRO

Zizinho, o Mestre Ziza, como ficou conhecido o ex-ídolo da torcida do Flamengo, vai lançar um livro dia 13. A festa de lançamento será no hall dos elevadores do Maracanã. O livro Mestre Ziza, verdades e mentiras do futebol, segundo Zizinho, é um resumo de histórias e fatos vividos pelo ex-jogador durante a sua gloriosa carreira com as camisas do Flamengo, São Paulo e Bangu, e ainda da Seleção Brasileira.

SANTISTA

Contente com a contratação de Marcelinho, o santista Leonardo, do Bauru 16, acha que vem título por aí. Xará, também torço pelo Peixe, mas o grito de campeão não deverá pintar esse ano. Mas concordo contigo, que time igual ao Santos de Pelé, jamais vai surgir.

REENCONTRO

Está confirmado para amanhã, na Hípica, uma reunião com os atletas que defenderam o Radium e Baquinho. Os interessados em participar do reencontro podem entrar em contato com Humberto, pelo fone 234-6023.

FIM DO SONHO

O sonho de chegar pela primeira vez às semifinais do US Open parou nas mãos do freguês Yevgeny Kafelnikov, que fora derrotado por Gustavo Kuerten nas quartas-de-final do Aberto da França em 1997, em 2000 e neste ano. O russo conseguiu sua primeira vitória sobre o brasileiro em torneios de Grand Slam. Por sinal, Kafelnikov ganhou de Guga com certa facilidade - 6/4, 6/0, 6/2. Além de Kafelnikov ter jogado muito bem, o excesso de erros tirou qualquer chance de reação de Guga.

GRATIFICANTE

Ao pegar o avião às 6h30, no aeroporto de Bauru, li o Jornal da Cidade e o achei ótimo. Melhor do que jornais de várias capitais. No esporte, tudo o que acontece no Brasil e no mundo é divulgado. Resultados de todos os jogos do Campeonato Brasileiro, alguns que terminam altas horas da noite, com a classificação. Tudo sobre a Seleção e outras modalidades. Parabéns. Palavras de Samuel, novo amigo, que fez questão em telefonar para esta redação, logo que desembarcou em São Paulo.

MEMÓRIA

Copa do Mundo de 1978, decisão do terceiro lugar: Brasil 2 x Itália 1, no Estádio de Nuñez, em Buenos Aires, diante de 77 mil torcedores. Gols de Nelinho e Dirceu para o Brasil. Causio descontou. Árbitro: Abraham Klein (Israel). Brasil: Leão; Nelinho, Oscar, Amaral e Rodrigues Neto; Batista, Cerezo (Rivelino) e Dirceu; Gil (Reinaldo), Roberto Dinamite e Jorge Mendonça. Técnico: Cláudio Coutinho. Itália: Zoff; Cuccureddu, Gentile, Scirea e Cabrini; Sala, Causio, Antognoni (Claudio Sala) e Maldera; Paolo Rossi e Betega. Técnico: Enzo Bearzot.