09 de julho de 2026
Geral

Cozinha completa um mês a todo vapor

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Descartada a terceirização do setor, Prefeitura prepara-se para ampliar o serviço e construir novas instalações

Na próxima quarta-feira, dia 12, a cozinha industrial da Prefeitura completará um mês de retorno às atividades, depois de amargar um período de 90 dias de paralisação, para a execução de reformas nas suas instalações. Responsável pela alimentação de 1,2 mil servidores públicos municipais, a unidade foi motivo de polêmica, em maio deste ano, quando o ex-secretário municipal da Administração pretendia ampliar, Flávio Uchoa, anunciou a terceirização do serviço, sob a justificativa de que não havia mais condições de manter em operação o setor.

Utilizando-se do recurso de situação de emergência, a Administração pretendia emplacar a contratação da empresa Nutriplus, que passaria a servir diariamente 1,2 mil marmitex ao custo unitário de R$ 3,60. A Prefeitura, no entanto, teve que recuar na decisão depois de uma série de reportagens do JC mostrando indícios de irregularidades no processo. A pressão também partiu dos vereadores, que apontaram ao prefeito Nilson Costa (PPS) a viabilidade da reforma na cozinha, que dependia apenas de obras de pequeno porte para voltar a funcionar, como nos bons tempos de um passado recente.

O tempo provou que valeu a pena esperar. Hoje, a cozinha funciona a todo vapor, oferecendo aos servidores municipais um cardápio com 20 variedades de comida, que chegam aos funcionários através de um sistema de rodízio. Balanceado com os cálculos de uma nutricionista, o marmitex da Prefeitura acumula 2,5 mil calorias, com pequenas oscilações. As quentinhas dos trabalhadores braçais - que são mais exigidos no quesito força - são mais reforçadas, enquanto que o pessoal do escritório recebe algumas colheradas a menos nas porções.

Pré-preparo

Segundo o diretor de Serviços Essenciais da Secretaria da Administração, Cristiano Ricardo Zamboni, a cozinha industrial da Prefeitura praticamente não pára. Funciona de segunda a segunda, inclusive nos feriados. Três equipes de servidores - num total de 20 pessoas - se revezam em turnos de seis horas, para preparar os 180 quilos de arroz, 60 de feijão, 300 de carne e mais seis caixas de verduras e legumes, que são consumidos diariamente pelos funcionários da Prefeitura. A primeira turma pega no batente às 22 horas. Eles se encarregam do descongelamento da carne, da lavagem do arroz e do feijão. É o chamado pré-preparo da comida.

Às 4 da manhã, as autoclaves (enormes panelas de pressão), que variam de 150 a 350 litros, são ligadas pela segunda turma, encarregada do preparo da comida, que começa a ficar pronta por volta das 9h30. A partir daí, os marmitex começam a ganhar as porções de arroz, feijão, carne e uma verdura cozida. Uma parte do funcionalismo cerca de 350 trabalhadores - come em bandejões, cuja comida chega acondicionada em hot box. Esse sistema vai ser incrementado porque oferece uma economia unitária de até R$ 0,12, já que não utiliza a embalagem de alumínio do marmitex. Uma frota de dez peruas da própria Administração se encarrega de distribuir as quentinhas.

Zamboni anunciou que, em breve, os funcionários que fazem parte do Programa de Alimentação do Servidor vão receber, junto com a comida, uma fruta, que poderá variar entre uma maçã e uma banana. O novo complemento à refeição dos trabalhadores da Prefeitura deverá ser implantado a partir do mês que vem. Será mais um reforço à alimentação dos servidores públicos municipais, cujo serviço foi criado na Administração do ex-prefeito Tuga Angerami (PSB).

O desafio do prefeito Nilson Costa para o ano que vem é a construção de uma nova cozinha industrial, dotada de refeitório. O projeto prevê a edificação do prédio ao lado do almoxarifado da Prefeitura, localizado no Jardim Redentor. Nilson determinou a inclusão do custo da obra - orçada em R$ 600 mil - no orçamento municipal de 2002.