Os funcionários da Defesa Agropecuária estadual aderiram, no último dia 4, à greve dos servidores públicos federais. Em Bauru, a adesão ao movimento foi total. No Estado todo, cerca de 1,2 mil servidores suspenderam as atividades. Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores da Defesa Agrícola do Estado de São Paulo (Sindasp), Rui Marcos Lopes Corrêa, a categoria planejou uma paralisação de três dias. Na próxima segunda-feira será feita uma assembléia para definir se a mobilização será mantida ou não.
As principais reivindicações da categoria são reposição salarial de 80%, referente aos sete anos sem aumento; vale-refeição para todos os trabalhadores; isenção de pedágio para veículos oficiais; plano para aquisição de casa própria; salário-família e abertura de concurso público.
De acordo com Corrêa, se até o final da próxima semana não houver nenhum sinal de abertura das negociações com a categoria, será feita uma nova assembléia para definir a possível instalação de uma greve por tempo indeterminado. Se o governo não reconhece o nosso trabalho, temos que fazer alguma coisa para mostrar a importância dele. Infelizmente, os trabalhadores só conseguem ser ouvidos com paralisações e greves. A nossa mobilização foi de três dias, mas vamos decidir, na segunda-feira, se continuaremos parados ou não. Se for preciso, faremos greve por tempo indeterminado. Queremos negociar, diz o presidente do Sindasp.
Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Poder Judiciário Estadual continuam em greve. Em Bauru, a agência da Previdência Social está sem atendimento ao público desde o último dia 13. No Fórum estadual, cerca de 80% do total de funcionários suspenderam as atividades desde o dia 27 de agosto.