08 de julho de 2026
Geral

Andarilho é acusado de atacar criança

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

Alguns minutos após o crime, a polícia de Iacanga prendia o principal suspeito de violentar a menina de 5 anos.

Iacanga - Uma menina de apenas 5 anos de idade foi vítima, no final da tarde do último domingo, de um crime que chocou a população e até mesmo os policiais que atenderam a ocorrência.

O atentado violento ao pudor ainda não estava confirmado até ontem, porque dependia de exame mais detalhado. No entanto, segundo a polícia, o médico que prestou os primeitos socorros informou que era praticamente certo que a criança havia sido vítima de conjunção anal o que teria provocado sérios ferimentos.

O acusado é E.S., 23 anos, um andarilho que nos últimos 15 dias vinha pernoitando numa casa-abrigo de Iacanga mesmo. Ele foi detido ainda no domingo e está preso à disposição da Justiça.

O delegado Kleber de Oliveira Granja informou, ontem, que várias testemunhas afirmaram ter presenciado o acusado levando a criança para o local do crime, uma mata nas proximidades da prainha da cidade.

Segundo o que apurou a polícia, a menina estava em companhia da mãe, se divertindo na prainha. A um descuido da mãe, o rapaz teria se aproximado e convencido a criança a ir pegar latinhas com ele.

Uma testemunha chegou a contar à polícia que ao se aproximar da mata, ali mesmo nas proximidades, o rapaz teria carregado a menina nos ombros. Antes, teria caminhado ao lado da vítima, até se distanciar dos populares. Por não conhecerem totalmente a família da vítima, testemunhas não comunicaram o fato à polícia, acreditando que ela estivesse em companhia do pai.

Após o crime, o rapaz teria sido visto saindo correndo da mata. Um pouco depois, a criança também saía do local, chorando e contando que um homem havia lhe machucado.

A essa altura dos acontecimentos, a mãe da menor já havia dado pela sua ausência e acionado a polícia que por sua vez iniciava as buscas.

Segundo o delegado, a criança apresentava vários hematomas e apesar da barbárie, conseguiu descrever com detalhe algumas cenas do crime, inclusive as características do seu agressor.

Na delegacia, o principal acusado negou o crime. Na casa-albergue, os policiais encontraram, no tanque, roupas com as mesmas características das descritas pela vítima, roupas essas, segundo o delegado, sujas de barro.

A menor contou à polícia que durante as agressões, o rapaz ordenava que ela não deveria gritar nem chorar senão ele a queimaria.