Uma comissão composta por três vereadores que compõem a CEI do DAE agendou vistoria para hoje, às 8 horas.
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura possíveis irregularidades no DAE vai realizar uma vistoria em documentos oficiais de posse da autarquia hoje, às 8 horas. A deliberação foi feita no final do último depoimento colhido pela comissão, ontem, na Câmara Municipal. A solicitação, feita pelo vereador João Parreira (PSDB), foi atendida pelo presidente da CEI, Paulo Madureira (PPB). Ele designou para acompanhar a vistoria, além de Parreira, José Clemente Rezende (PSB) e José Humberto Santana (PDT). Os vereadores querem checar cópias de documentos entregues, ontem, à CEI com os originais que estariam de posse do DAE.
A vistoria nos documentos teve a concordância do presidente do DAE, Sérgio Macedo. Conforme a reunião de ontem na Câmara, o vereador João Parreira solicitou a checagem dos documentos, porque o próprio Sérgio Macedo apresentou à CEI cópias que não contam com protocolo da autarquia e nem paginação comum a processos do gênero. João Parreira indagou, por várias vezes, ontem, que documentos que não estão no processo original da perfuração do poço do Parque Roosevelt agora surgem como apensos, após a Câmara ter aberto a CEI. Entretanto, os papéis estão separados, não estão inseridos no processo que trata da contratação do poço.
Após duas reuniões de oitivas, na quais compareceram todos os oito ex-presidentes da autarquia convidados, a comissão passa, agora, para a fase de depoimentos considerados técnicos. Onze servidores ligados às áreas de engenharia e abastecimento do DAE são esperados para amanhã. O primeiro a depor na CEI será Alceu dos Santos Ramalho, às 13 horas. Depois virão, com um intervalo de meia hora cada um, Ana Neri Kanabara, Coaracy Domingues, Fábio Machado Randi, Isaar Almeida, Ivaldo Bressan, José Bozolotto, Nilcéia de Fátima Paes Lourenço, Nucimar B. Paes, Paulo Roberto C. Siecolo e Wilson Dionísio.
Desses depoimentos, a expectativa de questionamentos é em relação a procedimentos para a contratação de serviços por emergência, com dispensa de licitação no DAE, além das perguntas sobre a rapidez no andamento do processo e da realização de serviços de cotação de preços e orçamento por servidores ligados a área técnica da autarquia. Esses questionamentos se repetiram em, pelo menos, dois depoimentos realizados ontem à tarde na CEI.