08 de julho de 2026
Geral

Servidores do INSS e Fórum estadual se mantêm em greve

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Poder Judiciário Estadual decidiram, ontem, manter a greve, por tempo indeterminado. Em Bauru, tanto a agência da Previdência Social quanto o Fórum estadual, continuam com as atividades suspensas. Já os funcionários da Defesa Sanitária do Estado de São Paulo, ligada a Secretaria Estadual da Agricultura, retomaram as atividades desde segunda-feira. Conforme o JC havia noticiado, a previsão era de uma manifestação de apenas três dias - 4, 5 e 6 da semana passada. Na região de Bauru, a Defesa possui 59 funcionários em 15 municípios.

De acordo com Isaías Francisco da Silva, do comando de greve dos funcionários do INSS, ontem foi realizada uma assembléia que decidiu a continuidade da greve, já que nenhum avanço concreto foi alcançado até o momento. Nós decidimos manter a greve porque a equipe econômica do governo está evitando avaliar a nossa situação e as nossas reivindicações, observa Silva. Segundo ele, das 129 cidades do Estado de São Paulo que possuem agências do INSS, o movimento de greve atinge 114, no momento. Na Capital paulista, todas as 27 agências estão paralisadas. Na região de Bauru, todas as cidades aderiram à greve dos servidores do INSS.

A presidente da Associação dos Funcionários do Poder Judiciário da Comarca de Bauru, Luciana Dias Duarte, informou ao JC que a decisão pela manutenção da greve foi tomada ontem, em São Paulo, após o Tribunal de Justiça (TJ) ter impedido os grevistas de utilizar carros de som para a realização de uma assembléia da categoria, que já estava marcada.

Nós tínhamos uma assembléia marcada para as 14h30, na rua Tabatingüera, próximo à avenida Paulista. Na última hora, o Tribunal de Justiça se negou a permitir a presença de carros de som para a realização da assembléia, o que já havia sido previamente acertado com o próprio Tribunal. Com isso, as pessoas que estavam no local não conseguiam ouvir o que estava sendo dito e nós resolvemos impedir o trânsito na Tabatingüera para fazer a assembléia no meio da rua. Depois, nós seguimos para uma passeata na avenida Paulista, disse Luciana. Segundo ela, cerca de 11 mil pessoas participaram da passeata, que terminou por volta das 18 horas.

De acordo com Luciana, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Márcio Bonilha, teria dito que a única forma de negociação possível é através do governador Geraldo Alckmin, que teria se mostrado sensível à situação dos servidores. O governador se mostra sensível à nossa situação e às reivindicações da categoria, pois já disse que pretende ser um negociador entre nós e o Tribunal de Justiça. Então, com esse aceno do governador, nós vamos solicitar que ele apresente índices de negociação para tentarmos sair desse impasse, disse Luciana Duarte. Enquanto isso, a greve está mantida em todo o Estado.