A meninada está superanimada com a campanha para escolher um nome para o jacaré, masconte do JC. Centenas de cupons chegam ao Jornal da Cidade, o que promete uma grande variedade de sugestões. Pais, mães, tias, avós e toda a criançada estão abusando da criatividade para encontrar o nome ideal para o nosso mascote.
Interessante também é que algumas escolas estão aproveitando a campanha para estudar o tema em sala de aula. A Escola Cisne Real é um exemplo desta proposta. Os alunos, orientados por suas professoras, tiveram acesso a informações sobre o jacaré e estudaram o assunto. As matérias veiculadas no Jornal da Cidade foram temas de atividades e discussões sobre o meio ambiente.
A garotada, muito mais ligada do que os adultos, sabe o quanto é importante preservar o meio ambiente e respeitar todas as formas de vida existente no planeta. Pensando nisso, os alunos conheceram a história do jacaré-de-papo-amarelo, fizeram desenhos, cartazes e propuseram dezenas de nomes para o nosso amiguinho.
As crianças do jardim, de 4 a 6 anos, fizeram desenhos individuais, e as crianças menores de 3 anos, desenvolveram um desenho coletivo, colando cascas de árvores da própria escola, representando o couro do jacaré. De acordo com a diretora do Cisne Real, Luciana Grazinato Cury Jacob, a experiência foi muito produtiva para as crianças.
A história do Jacaré
Tudo começou quando um jacaré-do-papo-amarelo foi encontrado solto no rio Bauru, em uma área pertinho da cidade. Segundo os moradores da região, nosso amigo deve morar ali há mais de dois anos, e provavelmente esteja se alimentando de roedores e cágados que encontra às margens do rio. O jacaré-do-papo-amarelo é uma espécie que está em extinção, que vive solitária e chega a medir 2,10 metros.
Infelizmente, existem pessoas que maltratam animais silvestres e até matam jacarés para consumir a sua carne e vender o couro. A pena para quem abater animal em extinção é de um a dois anos de reclusão, com multa administrativa no valor de R$ 5 mil, de acordo com o artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais.
Mesmo com uma punição rigorosa, nosso amiguinho corre riscos, por isso, precisamos conscientizar as pessoas a não machucar os animais e também a respeitar nossos rios e florestas. A natureza tem poder para se recuperar, mas precisamos fazer a nossa parte.